terça, 06 de outubro de 2026
10/10/2023

Mão de obra é a maior preocupação das empresas de engenharia, diz presidente da CBIC


Em entrevista à Revista Indústria Brasileira, o presidente presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato de Sousa Correia, responde cinco perguntas sobre a infraestrutura brasileira. Correia pontua que o maior desafio que as empresas de engenharia enfrentam é a mão de obra, que tem sido cada vez mais escassa.

Quais são os principais desafios das empresas de engenharia pesada no Brasil atualmente?

Atualmente, o que preocupa a maioria dos empresários é a questão da mão de obra. Em recente pesquisa, foi apontado que o número de entrantes da construção civil é muito pequeno em relação ao que era no passado. Há um envelhecimento na idade média de ajudantes, mestres de obra e engenheiros.

Como há menos mão de obra, surge outro ponto de preocupação: a necessidade de mais processos industrializados. Entretanto, o Brasil ainda está muito incipiente em relação a esses dois grandes desafios. É preciso que o setor seja atrativo para a mão de obra mais jovem. E, para isso, ele precisa ser mais moderno e mais industrializado.

Como o novo PAC foi recebido pelo setor?

O programa deve ajudar a alavancar a industrialização? Eu estive presente no lançamento do novo PAC no Rio de Janeiro. No geral, vimos esse anúncio com bons olhos. Percebemos que o governo tentou corrigir problemas das edições anteriores.

Tenho dito que é sempre importante dar um primeiro passo, e ele foi dado, ou seja, você tem um programa de aceleração do crescimento, com diretrizes e valores para cada setor. Existe um plano inicial, mas é óbvio que, para dar certo, tem que continuar fazendo o dever de casa. As obras precisam efetivamente acontecer, os valores que forem executados precisam ser pagos.

O novo PAC deve priorizar parcerias com o setor privado. Como a CBIC avalia essa diretriz?

O governo fala em R$ 1,7 trilhão em recursos, estimulando o investimento privado e fomentando a integração entre este e o investimento público. Nesse PAC, o setor privado entra com o maior quinhão de recursos. O programa busca a expansão e a qualificação da infraestrutura, para aumentar a competitividade e o crescimento do país com responsabilidade fiscal.

As premissas são boas. Agora, precisa levar isso a cabo e promover um desenvolvimento inclusivo, social e regional. Também precisa integrar o investimento em infraestrutura com processos de neoindustrialização e transição ecológica, ampliar o acesso da população ao serviço público de qualidade e fomentar a geração de emprego e renda. Eu acho que é um bom início e precisamos ajudar a fazer dar certo.

Como o senhor acha que podemos retomar as cerca de mil obras públicas que estão paradas?

Eu acho que este é o grande desafio da sociedade brasileira: entender as causas desse verdadeiro desastre para o país. O dinheiro alocado vai se deteriorando, porque uma obra não concluída, exposta ao tempo, vai se deteriorar, e vai ficar muito mais cara. É mais caro retomar uma obra do que começar do zero.

Há várias causas para esse problema, que o próprio Tribunal de Contas da União (TCU) aponta. Há questões relacionadas à qualidade dos projetos e à própria licitação por menor preço, às vezes feita em pregão eletrônico. Esse é um processo que gera muitas dúvidas e temos certeza de que não é adequado a obras de engenharia.

É preciso conversar tanto com o governo quanto com órgãos de controle para que possamos rever o processo de licitação pública, sem pregão eletrônico e evitando as interrupções de pagamento.

Quando você executa uma obra e não recebe, é claro que ela será paralisada. A CBIC tem trabalhado junto ao TCU para que as concessões com problemas possam ser reequilibradas e reconduzidas eventualmente, antes de se decidir por começar tudo de novo.

Algumas diretrizes presentes no novo PAC podem sanar esse gargalo?

Sim, essa é a expectativa, mas é preciso ter alguns cuidados adicionais: entes públicos, governos municipais, estaduais, governo federal, cada um tem que cumprir a sua parte. Esperamos que isso seja realmente feito, que ninguém atrapalhe a conclusão das obras, que elas possam ser entregues à população.

O Brasil precisa muito priorizar a infraestrutura. Você tem 50% da população sem coleta e tratamento de esgoto e 30 milhões de brasileiros sem tratamento de água. A cada real que você investe em saneamento, você economiza três em gastos na saúde.

A infraestrutura de um país, quando bem implementada, melhora a competitividade dele em relação ao comércio mundial.

Por isso, enxergamos a infraestrutura como um instrumento de melhoria de vida para a população, sem contar a habitação, que também está dentro do PAC: morar dignamente é uma condição básica para o ser humano desenvolver outras atividades.



Blog

VOA + SC: voos regionais em Santa Catarina começam em novembro e passagens já estão à venda
A retomada da aviação regional em Santa Catarina segue em contagem regressiva para o início das operações. O voo inaugural do programa VOA + SC está marcado para 3 novembro entre as cidades de Florianópolis e Joaçaba. Todas as rotas, frequências e horários foram definidos e a venda de passagens já está disponível. O serviço será operado pela Azul Conecta e tem passagens com valores entre R$ 315,00 e R$ 815,00. Os voos iniciam em 3 de novembro e a venda das passagens é feita exclusivamente pelo site www.voeazul.com.br. O programa foi lançado pelo governador Jorginho Mello em agosto deste ano.
 
“Dez cidades estão envolvidas nesta primeira etapa do Programa, diminuindo o tempo de deslocamento entre as cidades do interior com a Capital do estado. O aeroporto HUB é Florianópolis e a partir dele, os interessados poderão se conectar com o Brasil e com o mundo. Outro diferencial do programa é que o valor das passagens inclui, serviço de bordo e o despacho gratuito de bagagem de mão e uma mala até 23 quilos”, explica o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.
 
A escolha sobre os dias e horários dos voos levou em consideração a infraestrutura dos aeroportos, com base nos equipamentos e investimentos realizados pelo Estado e as condições climáticas de Santa Catarina. Em discussões com a operadora do serviço, a Azul Conecta, foram definidos voos partindo da região Litoral no início do dia, ampliando para o Meio-Oeste e Extremo-Oeste.
 
As rotas do Programa VOA + SC buscam dar uma opção de mobilidade dentro do estado. Blumenau, Caçador, Correia Pinto, Criciúma/Forquilhinha, Joaçaba, Joinville, Lages e São Miguel do Oeste terão voos para Florianópolis. Também será possível voar entre Joinville e Jaguaruna e entre Correia Pinto e São Miguel do Oeste.
 
Os usuários do Aeroporto de Florianópolis, poderão ficar na cidade, ou se conectar com voos nacionais e internacionais. Os passageiros de São Miguel do Oeste terão opção de usar o Aeroporto de Correia Pinto para conexão com o Aeroporto de Congonhas. 
 
Confira como ficam as rotas, horários e valores:
Segundas-feiras
 
Florianópolis > Joinville – 7h00 – R$ 315,00
Joinville > Jaguaruna – 8h20 – R$ 450,00
Jaguaruna > Joinville – 10h30 – R$ 450,00
Joinville > Florianópolis – 12h15 – R$ 315,00
Florianópolis > Correia Pinto – 13h55 – R$ 315,00
Correia Pinto > São Miguel do Oeste – 15h15 – R$ 500,00
São Miguel do Oeste >  Correia Pinto – 17h40 – R$ 500,00
Correia Pinto > Florianópolis – 19h25 – R$ 315,00
Terças e Quintas-feiras
 
Florianópolis > Joaçaba – 9h30 – R$ 450,00
Joaçaba > Florianópolis – 11h25 – R$ 450,00
Florianópolis > Blumenau – 13h30 – R$ 315,00
Blumenau > Florianópolis – 14h45 – R$ 315,00
Florianópolis > Forquilhinha – 16h10 – R$ 315,00
Forquilhinha > Florianópolis – 17h35 – R$ 315,00
Quartas e Sábados 
 
Florianópolis > Caçador – 9h25 R$ 450,00
Caçador > Florianópolis – 11h25 – R$ 450,00
Florianópolis > Lages – 13h30 – R$ 315,00
Lages > Florianópolis – 15h00- R$ 315,00
Quartas-feiras
 
Florianópolis > Joinville – 16h40 – R$ 315,00
Joinville > Florianópolis – 18h00 – R$ 315,00
Sextas-feiras
 
Florianópolis > Correia Pinto – 8h00 – R$ 315,00
Correia Pinto > São Miguel do Oeste – 9h20 – R$ 500,00
São Miguel do Oeste >  Correia Pinto – 11h45 – R$ 500,00
Correia Pinto > Florianópolis – 13h30 – R$ 315,00
Florianópolis > Joinville – 15h10 – R$ 315,00
Joinville > Jaguaruna – 16h30 – R$ 450,00
Jaguaruna > Joinville – 18h40 – R$ 450,00
Joinville > Florianópolis – 20h25 – R$ 315,00
Universidade Gratuita amplia atuação profissional na rede de Assistência Social de Itajaí
A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania passa a contar com profissionais vinculados ao programa Universidade Gratuita. Entre as áreas de formação dos profissionais que atuarão nos serviços está a Psicologia, com atuação definida de acordo com a demanda de cada serviço.
 
A iniciativa amplia as possibilidades de atuação das equipes e aproxima profissionais do trabalho desenvolvido junto à população. Para os participantes, também representa a oportunidade de exercer a profissão e aplicar os conhecimentos adquiridos durante a graduação.
 
A atuação dos profissionais contribui para fortalecer os serviços oferecidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, ampliando a estrutura disponível para o atendimento à população e transformando o investimento realizado na formação acadêmica em benefício para a comunidade.
 
O Universidade Gratuita é um programa do Governo de Santa Catarina que contribui para o custeio da graduação. Depois de formados, os beneficiados cumprem uma contrapartida ao Estado, que pode ocorrer por meio da prestação de serviços à população. Em Itajaí, essa atuação passa a contribuir diretamente com os serviços oferecidos à comunidade.
Refis 2026 permite regularização de débitos com até 100% de redução em juros e multas
Os contribuintes que possuem débitos com o Município de Itajaí podem aderir ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis 2026) até o dia 30 de novembro. A iniciativa possibilita a regularização dos débitos com condições diferenciadas de pagamento e redução de até 100% dos juros e multas, dependendo da modalidade de pagamento escolhida.
 
Pessoas físicas e jurídicas que possuem débitos tributários e não tributários com o Município, inscritos ou não na dívida ativa, podem participar do programa. O Refis 2026 também contempla dívidas que já estejam ajuizadas.
 
Todo atendimento do programa está concentrado na Praça do Cidadão, no prédio da Prefeitura de Itajaí. Mesmo que o contribuinte possua uma dívida ajuizada, não precisa procurar outro setor da administração municipal.
 
Para identificar a situação do seu débito, o contribuinte passa por uma triagem ao chegar na Praça do Cidadão. Nos casos de dívidas ajuizadas, o atendimento é direcionado para a equipe da Procuradoria Geral do Município (PGM), que está fazendo o atendimento no mesmo local, e é responsável por todo procedimento e orientação para a realização da negociação.
 
Para consultar os débitos, verificar o desconto disponível e conhecer as possibilidades de parcelamento, o contribuinte pode procurar diretamente a Praça do Cidadão ou entrar em contato pelo WhatsApp da Prefeitura de Itajaí, no número (47) 3341-6000.
Editora Bittencourt