domingo, 02 de agosto de 2026
19/03/2025

Google realiza a maior aquisição de sua história ao comprar a Wiz, empresa de cibersegurança, por US$ 32 bilhões


Após meses de negociações marcadas por idas e vindas, o Google anunciou ontem a aquisição da Wiz, startup israelense de cibersegurança em nuvem, por US$ 32 bilhões. A transação representa a maior compra já realizada pela Alphabet, empresa controladora do Google.


No ano passado, a gigante da tecnologia havia oferecido US$ 23 bilhões pela Wiz, mas a proposta foi recusada. A startup chegou a considerar uma abertura de capital (IPO), mas desistiu da ideia. Agora, o acordo fechado envolve um pagamento integral em dinheiro, sem troca de ações ou participações. No entanto, a transação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores.
Segurança na nuvem e IA como foco estratégico


De acordo com a Alphabet, a aquisição faz parte de um investimento estratégico para acelerar duas grandes tendências impulsionadas pela inteligência artificial: o aprimoramento da segurança na nuvem e a expansão do uso de múltiplas nuvens.


“O avanço da inteligência artificial e a crescente adoção da computação em nuvem transformaram drasticamente o cenário da segurança digital. A cibersegurança se tornou essencial para mitigar riscos emergentes e proteger a segurança nacional”, afirmou a empresa em comunicado.


A compra também reforça a posição do Google na disputa com Amazon e Microsoft, que vêm ampliando seus investimentos em cibersegurança para o mercado de nuvem. Embora tenha registrado crescimento nos últimos anos, a divisão de nuvem da Alphabet ainda está atrás da AWS (Amazon Web Services) e do Azure (Microsoft) em participação de mercado.
"Um foguete nas costas" da Wiz


O CEO da Wiz, Assaf Rappaport, celebrou o acordo e afirmou que a parceria com o Google será um grande impulso para a startup, que tem apenas cinco anos de existência.
“É como prender um foguete às nossas costas. Isso acelerará nosso ritmo de inovação além do que poderíamos alcançar como empresa independente”, disse Rappaport.
Já Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, destacou que a Wiz continuará operando de forma independente e sendo compatível com outras plataformas, como AWS, Azure e Oracle Cloud.
“Nosso objetivo é oferecer aos clientes maior segurança para seus sistemas empresariais e reduzir os custos de manutenção da segurança em ambientes locais e multicloud”, afirmou Kurian.


Aprovação regulatória e desafios à frente
A aquisição ainda passará pelo crivo dos órgãos reguladores, especialmente nos Estados Unidos, onde o governo de Joe Biden tem intensificado a fiscalização sobre as big techs. A análise deve ser minuciosa, considerando que a Wiz mantém parcerias estratégicas com grandes empresas de computação em nuvem.
A expectativa é que a decisão final sobre a transação só saia em 2026.

Por: André Queiróz 



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