
Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Corretor de imóveis
Celebrou-se recentemente o Dia do Corretor de Imóveis, profissionais cada vez mais requisitados em SC, onde estão alguns dos destinos mais valorizados do país para investimentos. Conforme seu Concelho Regional (Creci-SC), são 48 mil como pessoas físicas e 10.544 como pessoas jurídicas. Balneário Camboriú, tem 5.200 ativos, posicionando-se como um polo estratégico para a atividade imobiliária no Brasil.
Competitividade
Mais um ranking para deixar o governo de SC mais que prosa. Foi o de Competitividade dos estados, divulgado em sua 14 edição. Santa Catarina agora em segundo lugar, liderado por São Paulo. Paraná e Rio Grande do Sul estão em terceiro e quarto, respectivamente. SC é líder nos pilares de segurança pública e capital humano.
Estrangeiros em SC
Mesmo sendo este um período de baixa temporada, Florianópolis atrai muitos estrangeiros. Buscas para setembro, por exemplo, registraram aumento de 46% na comparação anual, conforme levantamento da plataforma Booking.com, que lida com reserva de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo. Desempenho maior de buscas tiveram a cidade de São Paulo (208%), Porto de Galinhas (108%) e Rio de Janeiro (50%).
Duas rodas
O Brasil, puxado pelo Polo Industrial de Manaus é o maior produtor de duas rodas fora do eixo asiático. O faturamento anual é de R$ 40 milhões. São 150 mil empregos na cadeia econômica. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a produção em 2025 será de 1,9 milhão de unidades. Temos sinais cada vez mais positivos no mercado. A moto está cada vez mais presente na sociedade, no público feminino, crescendo em delivery e como oportunidade de inclusão social e principalmente emprego. Estamos contribuindo ocada vez na mobilidade, eficiência logística e na economia. O Brasil precisa investir mais na formação desses motociclistas e apertar a fiscalização.
Repúdio
A Assembleia Legislativa aprovou uma moção de repúdio contra decisão do governo federal de importar bananas do Equador, o que poderá impactar 30 mil famílias produtoras de SC, principalmente nos municípios de Corupá, Massaranduba, Jaraguá do Sul e Luiz Alves.
Tarifaço
Os primeiros efeitos do tarifaço do presidente dos EUA começam a ser sentidos. Conforme dados do Caged, compilados pelo Observatório Fiesc, o setor de madeira e móveis registrou o fechamento de 580 vagas de trabalho em julho. Esta é a primeira estatística oficial que mostra o impacto real sobre um dos setores mais atingidos em Santa Catarina.
Inverno mais frio
A Epagri/Ciram afirma, por meio de um estudo preliminar, que o inverno de SC em 2025 foi o mais frio desde 2016. A análise dos dados de temperatura no estado tem com base em anomalias de temperatura máxima e mínima de algumas estações com séries históricas mais longas no estado, para os anos entre 2010 e 2025, no trimestre junho-julho e agosto. Em 2025, foram usados dados de agosto até o dia 25.
Roupas falsificadas
Uma operação de combate à pirataria realizada dia 26, em Brusque, apreendeu R$ 2,2 milhões em roupas falsificadas. No primeiro estabelecimento alvo da operação, foram recolhidas aproximadamente 35,6 mil peças com etiquetas indicando CNPJ inexistente ou falso. Outras 4,4 mil peças eram comercializadas com indicação de marcas sem autorização dos titulares, sendo consideradas piratas. Já no segundo estabelecimento, foram apreendidas 4,9 mil peças e 160 pares de tênis de marcas piratas. Ao todo, contando os dois comércios, foram quase 45 mil itens apreendidos. A operação atende a uma decisão judicial.
Alta nos preços
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada em Brusque por meio de parceria entre o Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região (Fórum Sindical), o Dieese e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem, apontou que o preço da cesta básica no município fechou julho de 2025 em R$ 691,95. O valor representa queda de 0,46% em relação a junho, mas ainda mantém a cidade na 16ª posição entre as cestas mais caras do país. Na comparação com julho de 2024, o custo em Brusque subiu 6,89%. Já na variação acumulada de 2025, a alta é de 5,15%.
Time Zen
Somos uma indústria automotiva em constante desenvolvimento e estamos buscando novos talentos para crescer com a gente!
Expansão para Guabiruba
O Grupo Boticário acaba de confirmar a chegada ao município de Guabiruba (SC), com a inauguração de uma nova franquia no primeiro semestre de 2026. A cidade, que já era atendida por meio do canal de venda direta desde 2011, agora passa a fazer parte do plano de expansão física da marca, com uma loja nos mesmos padrões de qualidade, experiência e atendimento da unidade de Brusque. “Hoje atuamos focando em expansão de mercado. Nossas estratégias comerciais visam garantir cada vez mais participação no setor de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumaria (HPC) em Brusque e região. Atualmente, a cada cinco itens vendidos nessa categoria, um passa pelos nossos canais de venda ou multimarcas de grupo. Queremos alcançar 26% desse mercado até 2030”, explica Isabele Cristine, franqueadora local”.
Revisionismo
A Folha de São Paulo (FSP) não sugeriu explicitamente, mas inferiu que cidades brasileiras que tem nome que homenageiam ex-presidentes (1964-1985), deveriam fazer uma espécie de revisionismo, substituindo-os. É o caso de Presidente Castelo Branco (que exerceu mandato de 1964 a 1967), em SC. O município, criado em 1963, de apenas 1.724 habitantes, vizinho a Concórdia, não tem nenhuma iniciativa que busque mudar seu nome. Agora, quem sabe. Que contrate a UFSC, PHD nisso, quando o personagem é de direita.
Corretor de luxo
Quem não lembra do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei, o grandão Evandro Guerra? Depois de 26 anos de carreira e muitos títulos, inclusive mundiais, agora é um bem sucedido corretor de imóveis de luxo em Itajaí, mais precisamente na Praia Brava, que é um dos endereços com o metro quadrado mais valorizado do Brasil. É funcionário da Construtora CK.
Palco da moda
Celebrando 10 anos, o evento O Negócio da Moda promete reunir milhares de profissionais do setor, marcas e conteúdos de alto nível. Após passar por Caruaru (PE) e Goiânia (GO), o ONDM mantém seu foco em impulsionar negócios, conexões e inovação na moda e confecção. Na edição de 2024, o ONDM atingiu recorde de público, com palestras de nomes como Mônica Salgado, Carlos Ferreirinha e Carla Assumpção. Os expositores já estão confirmados e a programação oficial será divulgada em breve.
Preço da tilápia
Registre-se uma série de esforços do trade oficial da agricultura em favor do crescimento do setor produtivo da tilápia em SC. Agora, falta um trabalho mais efetivo para remunerar melhor os produtores e fazer o produto chegar à mesa do catarinense com preço mais convidativo. Assumindo todos os riscos e custos de produção, fazendo a parte da criação até o abate, o produtor recebe hoje R$ 7,39 pelo quilo. Lá na gôndola de supermercados ou de peixarias o preço do quilo no formato filé ultrapassa R$ 60. Equilibrar preços dessas duas pontas eliminando intermediários é o grande desafio.
Incentivos fiscais
Seis empresas de Brusque receberam isenções fiscais por parte da prefeitura no ano de 2025 até agora. A informação foi divulgada pelo Executivo através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação em resposta a pedido de informação da Câmara de Vereadores. Os valores, somados, passam de R$ 325 mil. A maioria recebeu isenção total ou parcial do IPTU. Também foram concedidos descontos no ISS e na Taxa de Licença para Localização e Funcionamento. A concessão de isenções pela Lei de Incentivos Econômicos/Fiscais é feita em parceria pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação e a Secretaria da Fazenda. Os critérios estão definidos em lei e são analisados por uma comissão com integrantes da sociedade civil e do poder público.
Tarifaço afeta emprego
Antes de entrar em vigor, em 1º de agosto, o tarifaço de 50% dos Estados Unidos, já impactava negativamente o emprego em SC. Um dos primeiros efeitos em julho foi a redução de 580 vagas no setor de móveis e madeira, mostrou o Caged do Ministério do Trabalho. De acordo com o presidente da Fiesc, o fechamento de postos de trabalho no ramo é reflexo do contexto da imposição das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e mostra o impacto da medida sobre as indústrias do setor, grandes exportadoras para o mercado norte-americano. No mesmo mês do ano anterior, o setor havia registrado saldo positivo de 127 empregos com carteira assinada. Apesar desse resultado setorial, a indústria de SC teve saldo de mil vagas em julho.
Exportação de serviços
Quem exporta software não está sofrendo o tarifaço dos EUA. O Brasil é reconhecido como um país de economia fechada para o mercado mundial, mas quando se olha o setor de serviços, que responde por 70% do PIB, a situação é mais crítica do que os setores da indústria e do agronegócio. Atualmente, das 25 milhões de empresas do setor de serviços no Brasil, somente 0,07% tem receita pelo menos um dólar vindo do exterior. Se forem considerados somente médias e pequenas empresas, será de 0,6%. A informação é do diretor da Associação Catarinense de Tecnologia.
Ameaça americana
Trump afirmou que seu governo está conduzindo uma “grande investigação tarifária sobre móveis que entram no país”, no que pode resultar em mais tarifas para o setor. No ano passado o Brasil faturou US$ 249,6 milhões em exportações para lá, a maior parte saída do polo moveleiro de São bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho, região que tem 7 mil trabalhadores atuando em 398 indústrias, 20 delas exportadoras. Como impacto do tarifaço, cerca de 600 deles, funcionários de quatro empresas, estão em férias coletivas.
Prestígio
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) veio prestigiar a posse do novo presidente da Fiesc. Em seu discurso, deu uma indireta ao governo federal, afirmando que a negociação, o diálogo e a diplomacia sensata, desconectada de interesses eleitorais, mais do que nunca, são caminho para superar o grave momento em que vivemos e que o partido da Fiesc é a indústria.
África
Para atender à necessidade de enfrentar desafios históricos envolvendo as comunidades tradicionais afro-brasileiras em SC, incluindo o racismo religioso, combate à intolerância religiosa e com a intenção de preservar territórios sagrados e fortalecer as tradições culturais ancestrais, será instalada na Assembleia Legislativa a Frente Parlamentar em Defesa do Povo Tradicional de Matriz Africana. Conforme o Censo do IBGE, os pretos representam 4,1% da população de SC, menor percentual do país.
Manutenção 4.0
Gargalos da infraestrutura brasileira pesam no bolso e na vida da população. O impacto é tão grande que especialistas estimam que as perdas do chamado “Custo Brasil” em que setores como rodovias, saneamento e energia se destacam, chagando a 20% do PIB do país. Potencializar a implantação de tecnologia no setor da infraestrutura é crucial, destacou Pedro Fornari, da Kartado, durante o LabGov Summit em Florianópolis. Defendeu a Manutenção 4.0 como um caminho decisivo para virar esse jogo hoje, dados permitem gerar informações para dar mais previsibilidade sobre quando, onde e como ocorrerá um problema. A Kartado, de SC, já aplica o conceito em cinco regiões brasileiras.
Setor de tecnologia de SC
Estudo nacional do Observatório Acate 2025, realizado pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) em parceria com a empresa Neoway e divulgado durante o Startup Summit em Florianópolis, mostra que o setor faturou R$ 42,5 bilhões em 2024. Com esse resultado, ultrapassou o Rio Grande do Sul e chegou ao 5º lugar no país. Outro destaque são os 100,4 mil postos de trabalho no ano, com avanço da 4ª posição para a 3ª na oferta total de emprego em tecnologia no país. Com salário médio de R$ 5.768, valor quase duas vezes maior do que o salário médio de setores como comércio e construção civil.
Setor da tilápia em SC
O comércio da tilápia movimentou R$ 400 milhões em Santa Catarina no último ano. Para 2025, no entanto, o momento é de apreensão frente ao anúncio do tarifaço americano. O peixe cultivado no Brasil também é alvo da tarifa de importação fixada em 50% pelo governo dos Estados Unidos. No Brasil, o setor da tilapicultura depende muito das vendas para o mercado americano. Apesar disso, o impacto não deve ser sentido de forma direta. Os reflexos da queda da exportação para os EUA são mais significativos em relação à mudança no mercado de oferta, que passa de internacional para interna. Com a produção redirecionada para o mercado interno, isso tende a ampliar a oferta e pressionar os preços para baixo. No entanto, com a desvalorização do produto aos piscicultores, a tilápia pode encarecer a longo prazo para os consumidores, com o possível fretamento do cultivo nacional. Essa projeção é reforçada pelo fato de o setor já atravessar um período de retração nas vendas no Brasil, consequência da menor procura depois da Semana Santa e da chegada do inverno. Em SC foram produzidas aproximadamente 44,4 mil toneladas de tilápia em 2024. Os dados são do Observatório Agro Epagri/Cepa. A cidade com a maior produção de tilápias em Santa Catarina fica no Sul do Estado, em Armazém.
Há 15 anos, quando recebeu sua primeira atracação, o Porto Itapoá iniciava uma trajetória que o transformaria em um dos principais ativos logísticos do Brasil. Hoje, gerando mais de 2 mil empregos diretos, o porto ocupa a terceira posição nacional em movimentação de contêineres e figura entre os que mais crescem no País. Além disso, registra dez anos consecutivos de liderança em satisfação de clientes (índice NPS – Net Promoter Score) no setor portuário brasileiro. O CEO Ricardo Arten, com 35 anos de experiência em logística e infraestrutura portuária, explica nesta entrevista como o Porto Itapoá pretende tornar-se o maior terminal de contêineres da América do Sul.
O Porto Itapoá já é o terceiro maior terminal de contêineres do Brasil. Qual é a visão de longo prazo da empresa?
Temos uma visão muito clara: ser o maior, o mais eficiente e o mais seguro terminal de contêineres da América do Sul até 2040. Temos um planejamento estratégico estruturado para alcançar esse objetivo. Investimos cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações e estamos discutindo a quinta fase de expansão, que deve elevar nossa capacidade de 1,8 milhão para 3,2 milhões de TEUs até 2033.
O que o diferencia dos demais terminais brasileiros nessa trajetória de crescimento?
O principal é a capacidade de expansão. Itapoá ainda possui áreas disponíveis para crescimento, algo que já não existe em polos como Santos, Itajaí, Navegantes ou Paranaguá. A segunda vantagem é a velocidade com que conseguimos executar projetos estratégicos. A dragagem da Baía da Babitonga para 16 metros de profundidade (fruto de Parceria Público-Privada inédita envolvendo o Porto Itapoá e o Governo do Estado) está avançando e permitirá receber navios maiores e mais eficientes. Em outros portos, projetos semelhantes vêm sendo discutidos há muitos anos sem a mesma velocidade de execução. Investimos continuamente em automação, equipamentos, operações remotas, inteligência operacional e novas tecnologias. Nosso objetivo é aumentar a produtividade, movimentar mais carga com a mesma estrutura mantendo o alto nível de eficiência. Além disso, temos uma visão integrada de infraestrutura. Não basta ampliar o terminal se não houver acessibilidade para escoar a carga.
Quais são os gargalos logísticos que precisam ser superados para sustentar o crescimento?
Estamos trabalhando junto ao Governo de Santa Catarina para viabilizar a duplicação das rodovias que conectam o porto à BR-101, especialmente as SCs 416 e 417. Esses investimentos beneficiam não apenas o Porto Itapoá, mas também a mobilidade urbana, o turismo e toda a economia regional. A dragagem da Baía da Babitonga é um dos projetos mais importantes, pois vai nos permitir receber navios de até 366 metros carregados em sua capacidade máxima. Também defendemos fortemente a implantação de uma ligação ferroviária ao porto. O ramal já está previsto no Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT). A ferrovia será fundamental para reduzir congestionamentos, aumentar a eficiência logística e complementar a infraestrutura rodoviária.
Qual será o impacto econômico do aprofundamento do canal para Santa Catarina?
Cada metro adicional de profundidade permite que um navio de 366 metros transporte entre 800 e 1 mil contêineres extras. Como estamos ampliando em dois metros, isso representa cerca de 130 mil contêineres adicionais por mês. Em termos anuais, estamos falando de uma capacidade potencial de aproximadamente 1,5 milhão de contêineres a mais. É uma oportunidade gigantesca para a indústria catarinense ampliar exportações e importações com mais eficiência. Além disso, cada contêiner movimentado gera R$ 10 mil na cadeia logística.
Como o porto pode mudar sua posição estratégica nas rotas marítimas após a dragagem?
Teremos condições de receber navios de grande porte que hoje fazem a primeira escala no Porto de Santos. Isso nos permitirá disputar a condição de first call em Santa Catarina e também assumir um papel de porto concentrador, um hub port. Poderemos receber navios transoceânicos e redistribuir cargas para outros portos do Sul da América do Sul por meio de embarcações menores, ampliando a relevância logística do Estado.
Na sua avaliação, qual é o peso da logística para atrair novos investimentos industriais para Santa Catarina?
Eu destacaria três fatores para atração de investimentos. O primeiro é a política de incentivos e a capacidade do Estado de manter um ambiente competitivo para os negócios. O segundo é a disponibilidade de mão de obra qualificada. E o terceiro é justamente a eficiência logística. Uma empresa avalia o custo, a previsibilidade e a confiabilidade de toda a cadeia logística antes de decidir onde investir. Nesse aspecto, Santa Catarina tem vantagens importantes, especialmente quando comparada a outras regiões do País.
Como o porto se prepara para manter a competitividade com fim de incentivos e aumento da concorrência?
O caminho é aumentar continuamente a eficiência, pois quando a logística funciona muito bem ela se torna um diferencial competitivo capaz de compensar mudanças de cenário. A eficiência operacional tem sido decisiva para atrairmos novos clientes. Um exemplo é o da proteína animal bovina produzida no Centro-Oeste. Historicamente, essa carga utilizava o Porto de Santos, mas hoje parte dela está vindo para Itapoá. São cargas que percorrem centenas de quilômetros a mais por rodovia para chegar até Santa Catarina. Isso acontece porque os embarcadores valorizam a disponibilidade operacional, a oferta de infraestrutura e a previsibilidade logística. Também recebemos cargas como celulose e algodão vindas do Centro-Oeste. Estamos conquistando cargas que antes eram consideradas cativas de outros portos.
O porto atende quais segmentos da indústria catarinense, e como contribui para a competitividade do setor?
Atendemos a praticamente todos os segmentos da indústria catarinense. Na exportação, temos uma atuação muito forte com as cadeias de carne suína e de frango e ampliamos continuamente nossa infraestrutura, especialmente com o aumento da capacidade para contêineres refrigerados. Na importação, recebemos matérias-primas e insumos essenciais para a indústria, como cobre, produtos químicos, componentes automotivos e diversos insumos industriais. Mas o porto entende que sua missão vai muito além da movimentação de contêineres. Nossa função é contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura nacional e da economia catarinense. Temos trabalhado junto aos governos para viabilizar investimentos em acessos rodoviários, infraestrutura marítima e, futuramente, ferroviária. Ao mesmo tempo, buscamos atuar de forma social e ambientalmente responsável. Quando ampliamos capacidade e eficiência, quem ganha são os exportadores, os importadores, os trabalhadores e toda a indústria de Santa Catarina.


O Porto de Imbituba encerrou setembro de 2026 com o melhor desempenho mensal do ano, registrando 697 mil toneladas de cargas movimentadas e 34 atracações de embarcações. No acumulado de janeiro a setembro, o Complexo Portuário superou 5,9 milhões de toneladas movimentadas, distribuídas em 264 atracações.
Para o diretor-presidente dos portos de Imbituba e Laguna, Christiano Lopes, os resultados demonstram a capacidade do Complexo Portuário de atender às demandas do mercado e fortalecer sua contribuição para a economia regional e nacional.
“Os números de setembro demonstram a força operacional do Porto de Imbituba e o trabalho contínuo para ampliar nossa eficiência, diversificar as cargas e fortalecer nossa posição estratégica na logística nacional. Seguimos comprometidos com o desenvolvimento do Complexo Portuário, a atração de novos negócios e a geração de oportunidades para Santa Catarina”, destaca Christiano Lopes.
Importações crescem 9% no acumulado do ano
No período de janeiro a setembro de 2026, as exportações representaram 37% das cargas movimentadas no Porto de Imbituba, totalizando mais de 2,17 milhões de toneladas. O volume corresponde a uma queda de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os destaques dos embarques estão coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.
As importações, por sua vez, responderam por 45% da movimentação total, alcançando 2,67 milhões de toneladas e registrando crescimento de 9% na comparação com os nove primeiros meses de 2025.
Na comparação entre agosto e setembro deste ano, as exportações apresentaram queda de 4,9%, com destaque para cargas de hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais. Já as importações cresceram 12% no mesmo intervalo, refletindo a diversidade das cadeias produtivas atendidas pelo porto.
Cabotagem e transbordo ampliam participação logística
As operações de cabotagem, que compreendem embarques e desembarques entre portos nacionais, movimentaram mais de 80 mil toneladas em setembro, registrando aumento de 25,2% em relação a agosto. Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento foi de 14,1%.
O transbordo também apresentou avanço expressivo. No acumulado de 2026, foram movimentadas 361 mil toneladas, volume superior em mais de 600% ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Granéis sólidos lideram movimentação e contêineres crescem 55,8%
Os granéis sólidos seguem na liderança das operações portuárias, com 4,11 milhões de toneladas movimentadas no acumulado de 2026, o equivalente a 70% do volume total. Entre os principais produtos estão coque de petróleo, hulha betuminosa, barrilha, ferro gusa, sal e farelo de milho.
O segmento de contêineres também registra expansão significativa. Com 1,5 milhão de toneladas movimentadas entre janeiro e setembro, a categoria representa 26% do total e apresenta crescimento de 55,8% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho sinaliza a ampliação da participação de cargas de maior valor agregado e a diversificação das operações portuárias.
Já a carga geral respondeu por 4% da movimentação, com mais de 233,1 mil toneladas no acumulado do ano. O volume representa aumento de 6,2% em relação aos nove primeiros meses de 2025 e reforça a capacidade do porto de atender a diferentes perfis de mercadorias e demandas logísticas.
Impacto econômico e perspectivas de expansão
Além dos resultados operacionais, o Porto de Imbituba contribui para o desenvolvimento socioeconômico da região por meio da geração de empregos diretos e indiretos e do fortalecimento dos setores de serviços, transporte e comércio. Projetos de integração entre o porto e a cidade também avançam, com foco em um desenvolvimento urbano sustentável e conectado à atividade portuária.
Comércio exterior supera US$ 1,53 bilhão
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo Porto de Imbituba movimentaram mais de US$ 1,53 bilhão entre janeiro e setembro de 2026. O montante representa crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado reforça a relevância do Porto de Imbituba para a balança comercial catarinense e brasileira, consolidando sua atuação como infraestrutura estratégica para o escoamento da produção, o abastecimento da indústria e a integração de Santa Catarina aos mercados nacionais e internacionais.
Comunicação Social dos Portos de Imbituba e Laguna






A área de telecomunicação brasileira deverá seguir novas regras para identificar e bloquear chamadas e mensagens telefônicas com o objetivo de combater fraudes e reduzir o número de ligações abusivas.
Medida provisória publicada nesta terça-feira (13) determina que as operadoras autentiquem as chamadas feitas em suas redes. As ligações que não passarem por esse processo poderão ser bloqueadas antes de chegar ao destinatário, conforme regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Outra novidade é a identificação de chamadas feitas por empresas. Nesses casos, o usuário poderá visualizar o nome empresarial e, quando houver, o logotipo da organização responsável pela ligação.
Anatel
Para viabilizar o sistema, a medida cria uma base nacional de dados de recursos de numeração, sob supervisão da Anatel, com informações sobre titulares de números telefônicos e empresas.
A norma também prevê medidas contra o uso abusivo da telefonia. Usuários que fizerem grande volume de chamadas com características consideradas suspeitas poderão ter bloqueada, por 15 dias, a capacidade de originar ligações.
A Anatel terá 60 dias para regulamentar as novas regras. O descumprimento das determinações poderá resultar na aplicação das sanções previstas na Lei Geral de Telecomunicações.


A inadimplência das famílias catarinenses recuou pelo quarto mês consecutivo em setembro e atingiu o menor nível desde 2022. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC, o percentual de famílias com contas em atraso caiu de 22,2% em agosto para 20,6% no mês passado, uma redução de 1,6 ponto percentual. O índice também ficou bem abaixo da média nacional, de 29,6%.
Além da redução da inadimplência, também caiu a parcela das famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso, de 8,7% para 8,0%. O endividamento, por sua vez, permaneceu praticamente estável, passando de 78,4% para 78,5%. Apesar de estar 8,5 pontos percentuais acima do registrado em setembro de 2025, o indicador catarinense segue abaixo da média nacional, de 81,7%.
Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, os resultados são positivos, mas precisam ser analisados diante de um cenário econômico ainda desafiador. “Os dados são positivos, especialmente pela sequência de queda da inadimplência e pela melhora na capacidade de pagamento das famílias. Mas o contexto macroeconômico ainda é difícil, principalmente por conta dos juros altos. Além disso, o resultado eleitoral pode influenciar o cenário econômico e as decisões de consumo e investimento nos próximos meses”, afirma.
A pesquisa mostra, contudo, que a redução da inadimplência não ocorre de maneira uniforme entre as famílias. Entre aquelas que ainda possuem contas em atraso, 44,2% estão há mais de 90 dias sem pagar, percentual que era de 38,6% em setembro de 2025. Além disso, 38,8% afirmam que não conseguirão quitar as dívidas em atraso, ante 29,6% um ano antes. O quadro é mais acentuado entre as famílias de menor renda: entre aquelas que recebem até 10 salários mínimos, 25,1% têm contas atrasadas e, desse grupo, 53,2% estão há mais de três meses sem pagar.
Outro destaque da pesquisa é a mudança no perfil das dívidas. Embora oito em cada dez famílias catarinenses tenham algum compromisso financeiro, a parcela que se considera muito endividada caiu para 9,4%, praticamente metade dos 19,2% registrados em maio. Ao mesmo tempo, as famílias pouco endividadas representam 49,4% do total, contra 37,4% em maio.
O comportamento das modalidades de crédito ajuda a explicar o cenário. O cartão de crédito continua sendo a principal dívida entre as famílias endividadas, presente em 69,9% dos lares, mas apresentou queda de 19,9 pontos percentuais em 12 meses. Também recuaram os carnês, de 30,7% para 21,4%, e o uso do cheque especial, de 7,0% para 2,9%.
Em contrapartida, ganharam espaço modalidades de prazo mais longo e com parcelas previsíveis, como o financiamento de carro, que passou de 13,2% para 17,3%, e o crédito consignado, que avançou de 6,3% para 11,4%. Segundo a análise da Fecomércio SC, esse movimento ajuda a explicar a combinação de aumento do endividamento com queda da inadimplência: as famílias estão assumindo dívidas mais longas, mas aparentemente de forma mais organizada e menos sujeita a atrasos.
A PEIC é elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com análise e elaboração do Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio SC.
Texto por Comunicação Fecomércio.
A indústria de brinquedos de Santa Catarina reúne 69 empresas e exporta para 25 países, segundo levantamento da Federação das Indústrias (FIESC). Em 2025, as vendas externas somaram US$ 817,2 mil.
A atividade emprega 692 trabalhadores em 13 municípios. Blumenau concentra metade dos postos de trabalho, com 347, seguida por Joinville, com 177, e Florianópolis, com 45.
A produção catarinense abrange diferentes tipos de produtos, de brinquedos de madeira, carrinhos e quebra-cabeças a jogos educativos e artigos de entretenimento eletrônico.
Produtos catarinenses chegam ao exterior
Paraguai, Argentina e Uruguai foram os principais destinos das exportações catarinenses de brinquedos e artigos relacionados em 2025, concentrando 78,8% das vendas externas.
Os brinquedos e jogos diversos, que incluem carrinhos, conjuntos para montar, quebra-cabeças e produtos de madeira, representaram 89,4% do valor exportado pelo Estado no segmento.
Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações de consoles e máquinas de jogos de vídeo somaram US$ 301,1 mil, superando os US$ 298,2 mil registrados por brinquedos e jogos diversos.
Texto por Gerência de Comunicação Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC.








Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)
Menos inadimplência
O mês de agosto foi de melhora nas finanças familiares em SC. A inadimplência recuou para 22,2%, com queda de 1,4 ponto percentual frente ao mês anterior e média menor do que a nacional, que subiu e ficou em 29,9%. É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Fecomércio SC. Mas também no mês de agosto, o total de famílias com dívidas a pagar chegou a 78,4%, uma alta de 1,5 ponto percentual na comparação com o mês anterior e 6,9% mais do que no mesmo mês de 2025. Os dados da pesquisa mostram que o consumidor de SC está comprando mais, mas vem conseguindo melhorar a gestão financeira. O presidente da Fecomércio no estado, acredita que a inadimplência está retrocedendo para a média histórica de 22% das famílias com atraso nas contas.
Visão otimista
O leilão da concessão por 35 anos do Centrosul foi um sucesso e um excelente indicativo da visão que o mercado tem sobre Florianópolis. Os investidores estão dizendo, com dinheiro, que acreditam em bons negócios na capital para as próximas décadas. O lance final de R$ 31,5 milhões, com ágio de 90,9%, deu a vitória à DMDL, de São Paulo. Caso fosse um negócio ruim, a empresa, que tem experiência na administração de estádios de futebol, estruturas de Fórmula 1 e da COP30, não entraria. O espaço será ampliado em 25% e passará por retrofit. Uma orla gastronômica à beira-mar será criada e o estacionamento melhorado. A conexão com o mar é o óbvio ululante que jamais foi feito.
Fim das bets
O presidente editou Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos on-line, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei. Com a medida, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país.
Galinha Pintadinha
A Galinha Pintadinha ganhou um novo endereço e, desta vez, fora das telas. O Beto Carrero World, em Penha, inaugurou uma vila dedicada exclusivamente à personagem. A novidade é fruto de um investimento de R$ 50 milhões e marca a primeira área do parque concebida especialmente para a primeira infância. O local reúne brinquedos, espetáculos, encontros com personagens, cenografia, paisagismo, música, loja e alimentação temática. Um dia antes de abrir ao público, a Vila Galinha Pintadinha recebeu convidados especiais, como a influenciadora Ana Paula Justus Sieber, casada com empresário Roberto Justus. Ela veio a SC, estado natal, acompanhada da filha Vick.
Prêmio Melhores e Maiores
A Havan foi reconhecida como a melhor empresa de premiação foi realizada de Atacado e Varejo do Brasil na 53ª edição do Melhores e Maiores 2026, promovida pela revista Exame. A cerimônia em São Paulo, com a presença do empresário Luciano Hang. A premiação reuniu 1.000 empresas em 15 categorias e, neste ano, ocorreu um momento importante para a Havan, que completa 40 anos de história. Fundada em 1986, em Brusque, a empresa deve alcançar 200 megalojas em 2026 e conta atualmente com 25 mil colaboradores.
Índice de Retorno
Vale apena pagar impostos em SC? Talvez sim, conforme estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, que cruzou a carga tributária e o Índice de Desenvolvimento Humano para criar o Índice de retorno ao Bem-Estar da Sociedade. O estudo revela que os contribuintes de SC, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os que tem os maiores retornos pelos impostos que pagam.
Crime disseminado
Estudo inédito feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), assusta. Revela que a presença e os impactos do tráfico de drogas já alcançam pelo menos 83% das 5.569 cidades brasileiras. Quanto a SC, a realidade não é diferente: 74% dos 295 municípios são praças de consumo e agora funcionam como rotas alternativas de escoamento de substâncias ilícitas. Cidades pequenas, sem maior efetivo policial, viram alvo fácil para montagem de pontos de venda e para recrutamento de jovens pelo crime organizado.
Laboratório Hoffmann em BC
O Laboratório Hoffmann inaugurou sua primeira unidade em Balneário Camboriú, na semana passada. A chegada à cidade marca um novo capítulo na história do laboratório, fundado em Brusque em 1990, pelo farmacêutico-bioquímico Germano Hoffmann Filho. Atualmente, a empresa é presidida por Aliani Baungart Hoffmann, anfitriã do evento de inauguração. À noite, reuniu médicos, profissionais da saúde, influenciadores, parceiros e autoridades.
Nos trilhos
O Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) está anunciando a contratação de uma consultoria técnica para realização de um diagnóstico sobre a Malha Sul Ferroviária, abrangendo SC, Paraná e Rio Grande do Sul, contrapondo-se ao espantoso projeto apresentado pelo governo federal. O contrato, formalizado por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, estabelece um prazo de até 10 meses para conclusão dos estudos. Um detalhe que chama atenção no projeto federal, certamente feito por tecnocratas de gabinete refrigerado, é que ele pouco atende a expectativas da região. Não só porque em nenhum momento os governos estaduais foram ouvidos, mas principalmente pelo fato de o modelo não contemplar nenhuma integração com os portos.
Promiscuidade
A capa da revista Veja, edição recente, traz uma reportagem com mensagem que mostram a amizade entre Davi Alcolumbre e Daniel Vorcaro. O inconfiável presidente do Congresso, que chegou a negar até conhecer o ex-banqueiro, faz grandes elogios a ele, como chamar de “irmão” e “meu amor”, é citado nas conversas como parte ativa de articulações política e festas privadas. Quanta promiscuidade!
Inflação elevada
O mercado financeiro elevou a expectativa para a inflação e reduziu a estimativa de crescimento da economia em 2026. Os dados constam do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,92% para 4,99%. Para 2027, a estimativa sobe de 4,3% para 4,31%, enquanto para 2028 foi mantida em 3,9%. As estimativas inflacionárias ocorrem após a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial. O índice ficou em 0,7% em setembro, depois de registrar deflação de 0,4% em agosto.
PIB
A previsão para o crescimento da economia caiu pela terceira semana consecutiva. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,88% para 1,86% em 2026. Há quatro semanas, as expectativas, segundo o Focus, era de que a economia do país cresceria 1,92%. Para 2027, a expectativa passou de 1,43% para 1,41%. Já a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) permaneceu estável. O mercado projeta a taxa de 13,5% ao ano no fim de 2026. Para 2027, a previsão continua em 12% ao ano e, para 2028, em 10,5%.
Sites de apostas
A proibição total dos sites de apostas, determinada pelo Presidente da República, está causando muito impacto nos clubes de futebol, que recebiam centenas de milhões. De SC o clube mais prejudicado é a Chapecoense, que deixará de receber R$ 10 milhões, em contrato com a marca Zero Um. É quase nada diante do Flamengo, que ficará sem R$ 285 milhões.
Gôndola
Uma das notícias econômicas mais importantes do último final de semana foi a compra, pelo Grupo Pereira, de SC, dono da rede de supermercados Fort Atacadista, de 21 lojas do francês Carrefour, líder do varejo de supermercados no País e sétima maior em faturamento. O valor não foi divulgado, mas estimativas do mercado dizem ser algo em torno de R$ 360 milhões. Das unidades vendidas, 15 estão localizadas no Estado de São Paulo e seis no Distrito Federal.
Confeitaria Bartz
Após a morte do proprietário Anibal Bartz, em agosto, a tradicional Panificadora Bartz, em Brusque, não deve retomar as atividades, segundo fontes da família. O estabelecimento localizado na avenida Otto Renaux, está fechado há mais de um mês. Com décadas de história no município, a confeitaria se tornou conhecida pela gastronomia de inspiração alemã e pelas receitas que conquistaram gerações de moradores.
Reprovação “suprema”
Dentre dezenas, duas pesquisas se destacaram, quando foram divulgadas, ambas do Datafolha. A primeira de que o STF bateu recorde de reprovação, com 47% de ruim ou péssimo. A outra de que o trabalho dos senadores e deputados federais é considerado ruim ou péssimo por 37% dos eleitores brasileiros. No recorte para a região Sul, a avaliação dos catarinenses, gaúchos e paranaenses chega a 36%, contra 41% no Sudeste.
Impacto
É importante a informação da Federação das Indústrias de SC de que a atividade econômica de Santa Catarina registrou um recuo de 1,3% em julho na comparação com junho. A entidade explica que a retração se deve ao elevado nível de comprometimento da renda das famílias, combinado ao ritmo lento de queda da taxa básica de juros. Entre os setores acompanhados, o volume de vendas do comércio varejista ampliado caiu 1,2% e o de serviços recuou 0,9%.
Startups
Florianópolis não é só a Capital Nacional das Startups. Suas 12,6 empresas de tecnologia para cada mil habitantes, a maior densidade entre as capitais brasileiras. Levantamento do Observatório de Inovação de Florianópolis mostra que a cidade se consolidou como a capital brasileira com maior participação do setor de tecnologia em seu Produto Interno Bruto (PIB). São expressivos 21% de toda a riqueza gerada no município proveniente do setor de TI. A cidade também ocupa a quinta posição nacional em geração de empregos de tecnologia, com 44,8 mil vagas formais em 2025 e é a décima maior em faturamento absoluto, alcançando R$ 14 bilhões no ano, um crescimento de 9,4% em relação a 2024, o aumento mais expressivo dos últimos anos.
Analfabetismo
Novos dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgados pelo Ministério da Educação, mostram que SC registra queda na taxa de analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais. Saiu de 1,9% em 2024, para 1,5% em 2025. No país é de 4,9%.
Portallar
Fundada em Brusque em 2010, a Portallar é referência na produção de roupas de cama em malha e tecido plano, presente em redes como Havan, Carrefour, Riachuelo e Amazon. Com estrutura de 22.900 m2 e mais de 250 colaboradores, a empresa é licenciada oficial Disney e Marvel, unindo conforto e o encanto de marcas mundialmente reconhecidas. Sempre com portfólio em expansão, recentemente integrou a Sanrio, licenciada da Hello Kitty e seus amigos. Além das estampas infantis, a Portallar desenvolve roupas de cama em malha e percal visando o conforto no dia a dia e durabilidade. Seja para cama de solteiro, casal, queen ou king, oferece uma ampla variedade de cores, estampas, gramaturas e tecidos, conforme a preferência do cliente.
Mètre e MH7
Fundada em 2019, a Mètre Construtora e Incorporadora nasceu respeitada por mais de 25 anos de atuação de seus fundadores no setor. Com presença em Brusque e Porto Belo, desenvolve empreendimentos residenciais em que arquitetura, conforto e atenção aos acabamentos fazem parte da forma de pensar cada projeto. Em Brusque, o Residencial Roya se aproxima da conclusão, com entrega prevista para dezembro de 2026. Localizado no Centro da cidade, o empreendimento reforça a atuação da Mètre em projetos voltados à moradia e à qualidade dos espaços. Em Porto Belo, as 17 casas da Mètre no Vivapark ampliam esse olhar para a arquitetura residencial.
Poder do MPU
O Supremo Tribunal Federal validou trechos da Lei Orgânica do Ministério Público da União que garantem a seus procuradores e promotores o poder de requisitar informações, documentos, perícias, laudos e exames, além da realização de serviços temporários de outros órgãos da administração pública. A ação contra o MPU foi ajuizada pelo governador de SC argumentando que constantes requisições para elaboração de relatórios, laudos e perícias em ações ambientais estariam atrapalhando o trabalho do Instituto de Meio Ambiente (IMA-SC). Mais que isso, o governador reclama também que para atender tantos pedidos, o MPU exige também servidores e meios matérias do Estado.
Cenário
Se o governo estadual cobrasse direito de imagem da ponte Hercílio Luz faturaria uma boa grana. A toda hora é filmada ou é pano de fundo para publicidade, principalmente. Esta semana um dos cartões-postais mais icônicos de SC compôs o cenário para a nova etapa da campanha de uma nova bebida consumida em todo o país.





