segunda, 21 de setembro de 2026
27/01/2026

Economia & Negócios: Túnel Master


Por: Augusto César Diegoli (acdiegoli@gmail.com)

Túnel Master

Mais cedo ou mais tarde o escândalo do Banco Master e a CPI que vai ser criada para apurar suas bilionárias fraudes, chegará a SC por conta de ações quase sem valor nenhum que ficaram fora da encampação do então Banco do Estado de SC (Besc) pelo Banco do Brasil, em 2008. Ações que pouco valiam na época mas que, num passe de mágica, passaram a valer bilhões. Uma única pergunta que não quer calar: quem fez a venda delas?

Contradição italiana

A imensa comunidade italiana em SC (pelo menos 5 milhões dos 8 milhões de habitantes, dos quais cerca de 100 mil com dupla cidadania) acaba de ganhar uma representação diplomática (Sportello Consolare) em Florianópolis, aberta recentemente. É bom lembrar que nos anos oitenta SC teve um consulado, que foi sequestrado e levado para Curitiba. Ironicamente, isso acontece num momento de apreensão. No ano passado, justamente quando se festejavam os 150 anos da grande imigração italiana no Brasil, o Parlamento da Itália aprovou uma polêmica lei que impôs severas restrições à concessão da dupla cidadania, tanto para brasileiros como de outras nacionalidades, inclusive por laços sanguíneos. A Suprema Corte de lá decide se as medidas são constitucionais ou não no dia 11 de março. A expectativa é enorme, em todo o mundo.

Investimento bilionário

O ministro de Portos e Aeroportos anunciou durante visita a Navegantes, a aprovação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo destinado às operações offshore de petróleo e gás, em Santa Catarina. As seis embarcações serão construídas no estaleiro Navship, em Navegantes, e serão do tipo Platform Supply Vessel voltadas ao suprimento de plataformas de petróleo. O investimento deve fortalecer a indústria naval do Estado e gerar mais de 1,2 mil empregos diretos. Do valor total aprovado, R$ 134 milhões já foram desembolsados para o início do projeto.

Balanço positivo

Após quatro dias de intensa movimentação, negociações e networking, a 73ª Pronegócio chegou ao fim sexta-feira 16, consolidando-se como um dos principais encontros de negócios do setor confeccionista do país. Promovida pela Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (AmpeBr), com patrocínio do Sebrae-SC a rodada transformou o Pavilhão da Fenarreco em um grande ambiente de conexões comerciais. O evento reuniu mais de 750 lojistas de todo o Brasil, que adquiriram peças da coleção Inverno 2026. Nesta rodada, grandes compradores iniciaram negociações mais aprofundadas com os fabricantes e, por se tratar de uma coleção de inverno, esse processo continua após o evento. Nos próximos 15 dias, os resultados irão superar em 10% a 12% os números da edição de janeiro do ano passado. Outro fator positivo foi que esta rodada contou com um número expressivo de novos lojistas participantes, que tiveram uma experiência positiva no evento. Esse movimento positivo reflete fatores como um inverno mais longo e os investimentos estratégicos da entidade. Nesta edição, pelo menos 10% a 15% dos lojistas participaram pela primeira vez, a maioria saiu satisfeita com a logística, a organização e o modelo da Pronegócio, e muitos já sinalizaram presença na Rodada de Maio próximo.

Maré juvenil 1

A Polícia Militar de SC em Imbituba informa que em menos de 24 horas entre segunda e terça-feira, atendeu 30 ocorrências por perturbação do sossego na Praia do Rosa. Nenhuma das situações foi considerada grave e não houve prisões nem encaminhamento à delegacia. O elevado número de acionamentos envolveu, em sua maioria, jovens argentinos que, como se sabe aqui, agora formam uma maré que deixou de frequentar Balneário de Camboriú.

Maré juvenil 2

A notícia mais lida no portal do jornal O Globo no início desta semana foi sobre jovens argentinos que em grupo de 19 a 22 anos por anos preferiam Balneário Camboriú para passar o verão. Agora fazem seu paradeiro na Praia do Rosa, em Imbituba, não sem reclamações pelo barulho que fazem.

Reformas no STF

Comissões temáticas na OAB-SC começaram a debater e propor reformas estruturais no desacreditado STF. Formarão um estudo técnico, e entre as diretrizes estabelecidas está o fim da vitaliciedade dos ministros, a mudança na composição com participação de representantes da advocacia, da magistratura e do Ministério Público, de forma a se promover mais equilíbrio nas decisões, evitando a excessivo peso político no processo de escolha. Outra proposta envolve o fortalecimento do modelo de decisões colegiadas, como forma de assegurar mais estabilidade jurisprudencial, transparência  e previsibilidade, reduzindo a concentração de poder em decisões individuais. Ótimo.

Canetas emagrecedoras

A EMS, maior indústria farmacêutica do Brasil, encerrou 2025 com receita de R$ 106 milhões em vendas das duas principais canetas nacionais à base de liraglutida: a OLIRE para tratamento de Obesidade e a LIRUX, para controle do diabetes tipo 2. Com preços mais acessíveis que as importadas, a demanda acelerou. Para este ano, a companhia projeta vendas 150% maiores nesse segmento de produtos para terapias metabólicas, com receita estimada em R$ 250 milhões. O desempenho positivo vem da combinação de investimentos industriais, previsibilidade regulatória e expansão consistente do mercado desses produtos no Brasil, explica a EMS.

Universidades comunitárias

O presidente Lula assinou na última semana decreto que regulamenta a Lei das Universidades Comunitárias de Educação Superior. Em SC esse modelo é representado há mais de cinco décadas pelo Sistema Acafe, responsável pela interiorização do ensino superior, pela formação de milhares de profissionais e pelo fortalecimento das comunidades onde atua. A lei assegura prerrogativas fundamentais, como o acesso a editais públicos, a celebração de parcerias com entes governamentais e o recebimento de recursos públicos para o desenvolvimento de atividades de interesse coletivo, sempre sob critérios rigorosos de qualificação, monitoramento e transparência. A medida tem impacto especial para a Associação Catarinense das Fundações Educacionais, reconhecida como patrimônio educacional de SC, ao garantir segurança jurídica e reconhecimento formal ao modelo comunitário, que se destaca pela forte vinculação com os territórios onde está inserido e pelo compromisso permanente com a inclusão social e o desenvolvimento regional.

Sem cobrança

O Núcleo de Prática Jurídica da Unifebe não cobra pelos serviços que presta à comunidade. A assistência Judiciária oferecida à comunidade é realizada por acadêmicos a partir da sétima fase, sob orientação dos professores do curso de Direito. Em atividade há 30 anos, o núcleo é um dos principais pontos de apoio para cidadãos que não conseguem contratar serviços particulares. Só em 2025, foram realizados mais de 9 mil atendimentos, incluindo contatos iniciais e retornos, tanto nas cabines por agendamento quanto nos pedidos de informação jurídica. Considerando as tentativas de golpes comuns no meio jurídico, o Núcleo de Prática Jurídica reforça que os serviços são gratuitos. Não há cobranças de custas ou qualquer outro tipo de valor nas ações patrocinadas pelo NPJ, seja pela assistência judiciária ou pelo Juizado Especial Cível. A exceção é em caso de eventual condenação. Advogados e colaboradores do NPJ entram em contato com o cliente apenas pelo telefone (47) 00644-2969 e (47) 99241-5604. Nenhum deles solicita pagamentos. Para informações complementares e em casos de dúvidas, os clientes do NPJ podem entrar em contato por meio dos números citados acima ou pelo telefone fixo institucional: (47) 3211-7255.

Modelo de incubadoras

O modelo de incubadoras para empresas de tecnologia que faz sucesso em SC desde a criação dos primeiros polos tecnológicos de Florianópolis, da antiga rede MIDITEC hoje denominada Mi-DIHUB, começa a ser exportado pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e o Sebrae Startups. A primeira unidade chegou em Goiás neste mês de janeiro é o HUB Cerrado, em Goiânia. Em SC essa rede abriga 12 incubadoras conectadas com mais de 350 empresas apoiadas. Esse modelo já recebeu quatro vezes o prêmio de Melhor Incubadora do Brasil pela Aprotec e ficou três vezes entre os cinco melhores do mundo.

Inflação imobiliária

O índice FipeZap divulgou que em todo o ano passado o preço dos imóveis subiu 6,52%, encarecendo a casa própria. Como já é rotina, o litoral de SC continua sendo o mais valorizado, com o valor médio do metro quadrado em R$ 14.906 em Balneário Camboriú e R$ 14.843 na vizinha Itapema. Depois seguem Itajaí e Florianópolis na lista dos cinco municípios com os imóveis mais caros do Brasil.

Vítimas

O pior não é saber, pelo noticiário, que um ministro do STF viajou para Lima em jatinho de empresário para ver um jogo da Libertadores ao lado de pessoas ligadas ao caso Master; ou que outro ministro do STF tem familiares atuando na defesa do Banco Master por meio de um contrato milionário e nebuloso. Pior é ficar sabendo que ministros ali acham que o STF está “apanhando de graça”.

Vendas bilionárias

O acordo Mercosul – União Europeia, que pode demorar um pouco mais em função da análise jurídica solicitada pelo parlamento europeu, abre oportunidades para negócios bilionários a pequenos negócios catarinenses dispostos a avançar nas vendas externas. É isso que mostra estudo do Observatório de Negócios do Sebrae-SC. A análise destaca que o bloco europeu faz importações bilionárias de diversos setores em que pequenas empresas de SC poderiam participar mais. São empresas de setores como agronegócio, metalmecânico e automotivo. Mas para ocupar esses espaços, as pequenas empresas precisam estar preparadas, alerta o diretor do Sebrae-SC.

Devolução de dinheiro

Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos do INSS tem até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto. De acordo com ele, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do instituto, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.

União Europeia – Mercosul

A Federação das Indústrias de SC (Fiesc) avalia que a assinatura do acordo comercial Mercosul-União Europeia é um passo significativo para a inserção internacional do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo, com potencial de fortalecimento da indústria catarinense: o estado é um hub logístico, produtivo, turístico, de serviços e de integração física graças a sua posição geográfica e infraestrutura portuária, destaca seu presidente.  

Cigo bello

O governador de SC recebeu o embaixador da Itália no Brasil. O encontro ocorreu na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. A pauta principal foi o fortalecimento das relações bilaterais entre o estado e o país europeu. Durante a reunião, as autoridades se comprometeram a iniciar tratativas para estabelecer um voo entre Florianópolis e a Itália. O objetivo é seguir o modelo de conexão internacional já existente com Portugal.

Times Square

Balneário Camboriú, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo estão disputando quem ganha primeiro o direito de criar a primeira Times Square brasileira, cópia do célebre cruzamento da região da Broadway, em Nova York. O pedido de Balneário Camboriú está sob análise do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O empreendimento privado integra o York Food Lounge, em desenvolvimento na esquina das Avenidas Alvin Bauer e Brasil, no centro da cidade, conhecida pelos arranha-céus de sua orla. A veiculação de conteúdo luminoso deve começar ainda neste verão, em grande telão.

Levando embora

Só nos últimos cinco meses, sete cidades de SC decretaram situação de emergência, depois que suas praias foram tragadas pela erosão marinha causada pelas ressacas. São: Balneário Barra do Sul, Florianópolis, Itapema, Itapoá, Barra Velha, São Francisco do Sul e Garopaba. Os decretos permitem obras emergenciais, como construir muros de pedra e colocar areia para alargar a faixa de areia. Coincidentemente, SC foi o Estado que mais investiu em obras de alargamento de praias na tentativa de frear o avanço do mar.

Novos nomes

Com o acordo Mercosul-União Europeia, vários produtos vão mudar de nome no Brasil. Presunto Parma, mortadela Bolonha e queijo Feta, por exemplo, estão entre as denominações europeias que não poderão ser usadas por fabricantes brasileiros. Mas há algumas divergências a resolver de agora em diante. Uma delas envolve o “steinhaeger”, um destilado produzido na Alemanha, no século 15 e que chegou ao Brasil em 1958, através do engenheiro alemão Wenzel Rulf, que montou uma destilaria, a Doble W, em Porto União, no Planalto Norte de SC.

Destinos de Carnaval

Faltando poucas semanas para o Carnaval, a Booking.com, empresa de reservas de hotéis, aluguel de temporada, voos e outros serviços de turismo, analisou os destinos brasileiros mais buscados para o Carnaval deste ano. Entre os turistas estrangeiros a boa notícia para SC é que depois do Rio de Janeiro o segundo e o quarto destinos mais procurados são Florianópolis e Bombinhas.

Nudismo

Após habeas corpus da Federação Brasileira de Naturismo, o Tribunal de Justiça de SC concedeu um salvo-conduto coletivo para impedir prisões de praticantes de naturismo na faixa de areia e mar da praia de Pinho, em Balneário Camboriú. Um decreto municipal proibiu o nudismo no local desde 19 de dezembro. O salvo-conduto vale até que o mérito do habeas corpus seja analisado pelo colegiado do tribunal.

Recorde histórico

Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com alta de 4,4% no faturamento com exportações, conforme dados do governo federal. O percentual representa um salto de US$ 11,67 bilhões registrados em 2024 para US$ 12,19 bilhões em 2025. Ou seja, um acréscimo de cerca de US$ 516 milhões. Com o aumento, SC alcançou o maior faturamento da história com exportações, mesmo com cenário adverso a nível internacional. Entre as exportações, o destaque é o setor do agronegócio. A carne de frango lidera com US$ 2,44 bilhões exportados entre janeiro e dezembro. Na sequência aparece a carne suína com US$ 1,85 bilhão faturado. Em seguida estão a soja, com US$ 659 milhões; motores e geradores elétricos com US$ 620 milhões e parte e peças de motores de pistão, com US$ 382 milhões.

Mais uma CPI

O Senado atingiu o número de assinaturas necessárias para instalar uma CPI para apurar crimes e fraudes cometidos pelos operadores do liquidado Banco Master. Dentre as 42 assinaturas estão as dos catarinenses Esperidião Amin e Jorge Seif.

Em queda

A 36ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou queda de 2,8% nas vendas de SC em dezembro, na comparação anual. Foi o oitavo mês consecutivo de resultados negativos no Estado, o que vem causando impactos diversos, como o fechamento de negócios. Para especialistas o índice reflete a combinação entre renda pressionada e crédito mais restrito.

Em alta

SC concentra cerca de 1,3 milhão de empreendedores, o equivalente a 4,3% do total do país, com um perfil marcado por maior formalização, renda elevada e forte presença no setor de serviços. Os dados constam no levantamento Perfil do Empreendedor Catarinense, elaborado pelo Sebrae-SC. O estudo mostra que 4 em cada 10 empreendedores catarinenses atuam no setor de serviços, segmento concentra 42,1% das atividades, seguido pelo comércio (17,6%) e pela agropecuária (14,7%). O rendimento médio mensal é 38% superior à média nacional, alcançando R$ 4.194 entre os empreendedores que atuam por conta própria e R$ 9.672 entre os empregadores. A jornada média semanal é de 41,5 horas, cerca de três horas a mais do que a média brasileira.

Bolsa Família

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que neste mês 203,7 mil famílias em todos os 295 municípios de SC estão sendo contemplados com o Bolsa Família. O investimento é de R$ 144,6 milhões e o valor médio do benefício é de R$ 710,11.

Feminicídios

Dói publicar a informação que o Brasil bateu recorde de feminicídios em 2025: 1.470 mulheres foram mortas, ante 1.459 em 2024. É a maior quantidade registrada em 10 anos. Em SC foram 51.

Agora vai?

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados tem atualmente 70 matérias prontas para votação neste ano. Entre elas a proposta de emenda constitucional da maioridade penal, aprovada em 2015 após intenso debate sobre o projeto de lei 3722/2012. Propunha reduzí-la dos atuais 18 anos para 16 ou até menos. Sem hipocrisias, por favor: com 16 anos o menor pode dirigir e votar, por que não assumir responsabilidades por seus atos?

Avanço estratégico

A assinatura do Acordo Interino de Comércio Mercosul-União Europeia, é avaliada pela Fiesc como um avanço estratégico para SC e para o Brasil. Para o presidente da entidade, o momento é especialmente oportuno diante das tensões geopolíticas que vêm reconfigurando as cadeias produtivas globais e exigem novas rotas comerciais mais estáveis e previsíveis. Destaca o presidente da entidade que acordos como esse são fundamentais para diversificar destinos de exportação e reduzir a dependência de mercados sujeitos a mudanças abruptas, como ficou evidente no recente tarifaço norte-americano. Nesse contexto, a UE surge como um parceiro confiável e de alto valor agregado, com o qual SC já mantém relação comercial sólida. Também ressalta a posição estratégica do estado no Mercosul. Com infraestrutura portuária robusta e localização privilegiada, Santa Catarina se consolida como hub logístico, produtivo e de integração regional.

Fila de espera

O governo de SC está esticando o olho sobre o sucesso das escolas cívico-militares no Paraná, que tem fila de espera de 11 mil alunos. Um dos principais motivos para tanta demanda no vizinho Estado, que já tem 300 escolas no modelo e que provavelmente se replica por aqui (faltam estudos para avaliação mais confiável) é que os pais procuram alguém que faça a disciplina dos filhos.

Gerando empregos

O Sebrae-SC divulgou um levantamento mostrando que as microempresas foram as responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no Estado de janeiro a novembro de 2025, com 60,5% do total. Depois vem as médias e grandes, com 28,2%. O governo (5,9%) e as empresas de pequeno porte, organizações sem fins lucrativos e outros (5,4%), seguem representando uma porcentagem menos significativa. Resumindo: as microempresas têm um papel essencial na economia catarinense.

Cidades caras

Saiu o Índice FipeZAP, calculado pela Fipe, que acompanha o preço médio de aluguel de imóveis em 36 cidades brasileiras, incluindo capitais. Subiu 9,44% em 2025, quase o dobro da inflação de 4,26%. Com os dados foi possível montar o ranking nacional onde o aluguel mais subiu no ano passado. A liderança é de Teresina, 21,81%. A surpresa é Florianópolis, em 17º entre as capitais, com 9,35%. Manaus ficou na outra ponta, com 1,06%. O mesmo índice apurou onde o aluguel mais subiu, liderado por Campinas (SP) com 19,22%. De SC está Joinville, em 8º. E onde menos subiu, com presença de São José (-3,10%), na região metropolitana de Florianópolis.

SC na pauta

Está na pauta dos primeiros julgamentos do Ano Judiciário 2026 no STF se o processamento e julgamento de crimes contra espécies da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção compete à Justiça Federal. A decisão terá repercussão geral para todo o país. O STF determinou a suspensão de todos os processos penais sobre o tema até o julgamento final. A controvérsia, levada pelo Ministério Público de SC, questiona se a mera inclusão em lista nacional justifica o interesse da União no caso.

SC-Itália

Dois dias após o acordo, o governador de SC recebeu o embaixador da Itália no Brasil, que anunciou a abertura do escritório consular em Florianópolis. Conforme a Fiesc, em 2025, SC exportou para a Itália US$ 169,7 milhões, sobretudo motores elétricos e madeira. De lá vieram US$ 683,6 milhões em veículos e produtos farmacêuticos.

Abrigos para aves

A partir do reaproveitamento de madeira descartada, o artesão Saulo Deucher, morador do bairro Águas Claras, em Brusque, passou a produzir abrigos destinados à proteção de aves urbanas. A iniciativa alia sustentabilidade, cuidado ambiental e geração de renda. As estruturas são feitas de forma artesanal, utilizando resíduos que teriam como destino o descarte. Os abrigos são projetados para oferecer proteção e conforto aos pássaros, com intenção aos detalhes construtivos e à funcionalidade. A atividade teve início em 2020, após Saulo perder o emprego de motorista de ônibus em razão da pandemia da Covid-19. Diante da instabilidade econômica, o artesanato surgiu como alternativa para complementar a renda familiar. Com o tempo, a divulgação das casinhas nas redes sociais ampliou a procura e consolidou a produção como fonte de sustento. Mais de 700 unidades já foram produzidas desde o início do projeto.

Formação tecnológica

O Entra21, programa gratuito de capacitação profissional em tecnologia, abriu novas turmas em SC. O projeto, que iniciou há 20 anos, em Blumenau, e desde 2022 expandiu para todo o Estado catarinense, já formou mais de 9 mil pessoas. Na edição de 2026 são quase 500 vagas abertas para aulas com foco em diversas linguagens de programação, além do desenvolvimento de habilidades profissionais, as chamadas soft skilis. Todo o projeto é gratuito e as inscrições estão abertas no site: www.entra21.com.br. Serão 20 turmas para concorrer a uma vaga basta ter mais de 16 anos, sem idade máxima de idade, estar cursando ou ter concluído o ensino médio e interesse em tecnologia e realizar a inscrição dentro do prazo, que vai até 17 de fevereiro.



Blog

Balcão de Empregos recebe entrevistas para 90 vagas no Hospital Marieta

O Balcão de Empregos de Itajaí receberá, na próxima terça-feira (22), um mutirão de empregos do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen. As entrevistas serão realizadas das 13h às 16h com disponibilidade para aproximadamente 90 vagas nos cargos de técnico de enfermagem e auxiliar de serviços gerais.

Os candidatos interessados poderão comparecer ao Balcão de Empregos durante o período da ação para participar do processo seletivo, realizado por equipe própria do Hospital Marieta. São aproximadamente 70 oportunidades para técnico de enfermagem e outras 20 vagas para auxiliar de serviços gerais.

A iniciativa faz parte do serviço oferecido pelo Balcão de Empregos de Itajaí às empresas, que disponibiliza sua estrutura e uma sala de entrevistas gratuita para a realização de processos seletivos, mutirões e chamadas de emprego. A proposta é aproximar empresas que estão contratando e os trabalhadores que buscam uma oportunidade. 

O mutirão será realizado na Rua Alberto Werner, 17, sala 02, no Espaço do Empreendedor. 

Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic

A redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente pelas representações da indústria e dos trabalhadores, que consideram a decisão como tímida e que não alivia a situação financeira das empresas e famílias.
A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu de 14% para 13,75% ao ano a Selic.

Após a divulgação do corte, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse, em nota, que há um excesso de prudência do Copom diante do comportamento de queda na inflação corrente nos últimos meses.

Há trajetória consistente de desaceleração, alcançando 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e melhora das expectativas de mercado, indicando convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária, diz a CNI em nota.

O presidente da confederação, Ricardo Alban, considera importante o BC manter a trajetória de queda nos juros. Com a decisão de hoje, está é a quinta redução consecutiva na Selic.

É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic. Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços. Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta, afirmou.

 

Ainda de acordo com a CNI, mesmo após o corte, a política monetária segue austera. Com a Selic em 13,75% ao ano, o juro real está em torno de 9%, cerca de quatro pontos percentuais acima da taxa real neutra estimada pelo Banco Central, de 5% ao ano. .

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que a queda é um passo importante, mas insuficiente em face do nível muito elevado dos juros no país.

A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos e financiamentos e, mesmo quando a redução chega ao consumidor com defasagem, abre espaço para uma trajetória de crédito mais barato, destaca Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e diretora executiva da CUT.

Para Neiva Ribeiro, a desaceleração dos preços e da economia cria condições para que o Banco Central avance no corte dos juros.

O debate precisa ir além dos indicadores do mercado financeiro. Juros menores significam condições mais favoráveis para o crédito, investimentos, geração de empregos e redução do custo financeiro que pesa sobre famílias, empresas e o orçamento público, afirmou.

Avaliação similar é feita pela central de trabalhadores Força Sindical, que considera o corte de 0,25 ponto percentual muito tímido e um verdadeiro balde de água fria para a economia no quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro).

Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar ainda mais a economia, disse a central.

Para a Força Sindical, o Banco Central tem praticado uma política que concentra renda nas mãos de banqueiros e especuladores, mantendo a taxa de juros em patamares proibitivos para o setor produtivo e para a geração de empregos.

Essa política de juros altos também diminui a capacidade de consumo das famílias, enfraquece a confiança dos empresários e desestimula os investimentos, comprometendo o crescimento econômico e a distribuição de renda, conclui a Força.

Indústria da Construção
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a redução da taxa Selic, mas destacou que é necessário que o movimento tenha continuidade. A entidade alerta, no entanto, que a Selic permanece em patamar elevado, impondo desafios ao setor produtivo e limitando uma retomada mais consistente do crédito e dos investimentos.

Para o presidente da CBIC, Eduardo Almeida, o atual patamar da Selic, um dos mais elevados do mundo, evidencia o tamanho do desafio enfrentado pelos empresários brasileiros, em especial o setor da construção que depende de crédito e possui um ciclo produtivo longo.

Estamos com juros de dois dígitos desde o início de 2022, o que representa um grande desafio para o empresário, especialmente em um setor como a construção, que trabalha com projetos de longo prazo e depende de crédito e previsibilidade. Precisamos avançar na construção de um ambiente macroeconômico estável, que permita a continuidade desse movimento de redução dos juros de forma sustentável e estimule novos investimentos, afirmou Almeida.

Produção agrícola brasileira superou R$ 927 bilhões em 2025

Após ter sofrido com condições climáticas desfavoráveis em 2024, a agricultura do Brasil chegou a 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025. O volume supera em 18,2% o registrado no ano anterior, quando a produção foi prejudicada por efeitos do fenômeno El Niño.
O valor da produção, que combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda, foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.

Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação. O montante de 2025 é o maior, pelo menos, desde quando o Plano Real foi criado, em 1994.

Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

>> Leia mais: Mudança no mapa tira Sorriso (MT) do topo da produção agrícola. 

Avanço de área
O levantamento mostrou também que, pela primeira vez, o Brasil rompeu a marca de 100 milhões de hectares de área colhida. Os 100,6 milhões de 2025 representam avanço de 4,4% na comparação com o ano anterior.

A área equivale a 1 milhão de quilômetros quadrados (km²), maior que todo o estado do Mato Grosso (903,2 mil km²) ou a quase toda a Bolívia (1,10 milhão km²).

Soja
Segundo o levantamento, a soja representou mais de um terço (34%) do valor da produção agrícola brasileira (R$ 315,2 bilhões), desempenho que mantém o Brasil como o maior produtor e exportador do mundo.

A safra de soja cresceu 14,4% em um ano, alcançando 165,2 milhões de toneladas, isto é, 20,8 milhões a mais que 2024.

O IBGE explica que o cenário internacional contribuiu para a manutenção do preço da soja.

A conjuntura mostra que a guerra tarifária entre Estados Unidos e China fez com que o país asiático aumentasse a procura pelo grão de soja do Brasil, mantendo os preços internos da commodity estáveis ao longo dos últimos meses do ano.

Veja os dez principais produtos agrícolas por valor da produção em 2025:

Soja: R$ 315,2 bilhões
Milho: R$ 122,1 bilhões
Cana-de-açúcar: R$ 108,9 bilhões
Café (em grão): R$ 100 bilhões
Algodão (em caroço): R$ 40,6 bilhões
Laranja: R$ 23,0 bilhões
Arroz (em casca): R$ 19,6 bilhões
Mandioca: R$ 18,9 bilhões
Banana : R$ 16,4 bilhões
Fumo (em folha): R$ 14,4 bilhões
O IBGE aponta que avanços tecnológicos na produção ajudaram a produção de algodão a crescer 16,4% em um ano e chegar a 6 milhões de toneladas, permitindo que o Brasil se tornasse o maior exportador mundial do produto.

Resultado de investimentos em tecnologia, sustentabilidade e eficiência produtiva, principalmente no Cerrado brasileiro, tendo como destaque o Mato Grosso, afirma.

Essa conquista não apenas fortalece a economia, gerando bilhões em divisas e milhares de empregos diretos e indiretos, como também posiciona o país como referência global em práticas agrícolas modernas e competitivas, ampliando sua influência nos mercados têxtil e de commodities [matérias-primas negociadas em preços internacionais], completa.

O levantamento mostra que o valor da produção do café subiu 44,7%, ficando em quase R$ 100 bilhões. A produção atingiu 3,4 milhões de toneladas, alta de 3%, limitada por fatores climáticos e naturais, como exaurimento das plantas. No entanto, o aumento do valor da produção foi explicado pela supervalorização do preço da saca no mercado internacional.

Em 2025, Mato Grosso se manteve como principal celeiro do Brasil em valor da produção, que avançou 37,1% em um ano. Tudo o que foi colhido no estado representa 17,9% do total do país.

Confira os dez estados com maior valor da produção agrícola:

Mato Grosso: R$ 165,6 bilhões
São Paulo: R$ 124 bilhões
Minas Gerais: R$ 109,4 bilhões
Paraná: R$ 87,7 bilhões
Goiás: R$ 72,7 bilhões
Rio Grande do Sul: R$ 71,3 bilhões
Bahia: R$ 55,5 bilhões
Mato Grosso do Sul: R$ 47,8 bilhões
Pará: R$ 38,4 bilhões
Espírito Santo: R$ 33,7 bilhões
Centro-Oeste supera Sudeste
A análise dos valores da produção revela que, em 2025, o Centro-Oeste voltou a ultrapassar o Sudeste, invertendo a ordem de 2024.

No ano passado, o Centro-Oeste viu o valor crescer 31,8%, atingindo R$ 288 bilhões, impulsionado por soja, milho e algodão.

O Sudeste apresentou R$ 271 bilhões, com destaque para café e cana-de-açúcar.

Até 2017, o Sudeste sempre esteve à frente. De 2018 a 2023, o Centro-Oeste tomou a liderança, perdendo-a novamente em 2024, antes de retomá-la em 2025.

Ranking do valor de produção agrícola por regiões:

Centro-Oeste: R$ 288 bilhões
Sudeste: R$ 271 bilhões
Sul: R$ 181,1 bilhões
Nordeste: R$ 113,7 bilhões
Norte: R$ 73,4 bilhões

Vendas no comércio caem 0,8% em julho

O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho, influenciado por uma espécie de ressaca da Copa do Mundo. O resultado faz com que o desempenho acumulado do setor no período de 12 meses desacelerasse para 1,6%.

A média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais e reflete a tendência recente, aponta variação negativa de 0,1%.

No acumulado de 2026, o setor avança 1,8%, e em 12 meses, 1,2%. Os números indicam desaceleração, uma vez que, em março, o acumulado de 12 meses era 2,3%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de julho coloca o comércio brasileiro 10,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,5% abaixo do maior patamar já registrado, alcançado em março de 2026.

De acordo com o analista da pesquisa, Cristiano Santos, o comércio está em patamar equivalente a dezembro de 2025.

Comportamento
O levantamento mostra que das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram retração na passagem de junho para julho.

Veja o comportamento dos grupos de atividades:

móveis e eletrodomésticos: -4,9%;
livros, jornais, revistas e papelaria: -4,2%;
tecidos, vestuário e calçados: -2,7%;
outros artigos de uso pessoal e doméstico: -2,2%;
hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%;
artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,6%;
equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,6%;
combustíveis e lubrificantes: 0,3%.
Cristiano Santos explica que a queda de eletrodomésticos, revistas e papelaria, e vestuário têm relação com a Copa do Mundo, ocorrida em junho e julho, uma vez que venda de itens como TVs e álbuns de figurinha tiveram crescimento nos meses anteriores à copa, aumentando a base de comparação de julho. 

É como se as pessoas tivessem concentrado a capacidade de consumo desses produtos que têm a ver com a copa principalmente em maio.

Já em 12 meses, a venda de móveis e eletrodomésticos avança 3,9%.

"Todo mundo que iria comprar uma televisão, aproveitou que teria Copa e comprou em maio", exemplifica Santos.

Atacado
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado  veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo  o indicador subiu 0,4% de junho para julho e marca variação positiva de 1,2% no acumulado de 12 meses.

Conjuntura da economia
A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que o setor de serviços ficou estável no mês (variação nula, 0%) e alta de 2,4% em 12 meses. Já a indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.

SENAI/SC articula rede de robótica avançada para impulsionar produtividade da indústria catarinense

 O SENAI/SC coordena, junto a universidades e instituições de ciência, tecnologia e inovação, uma articulação para integrar competências e fortalecer a robótica avançada em Santa Catarina. A iniciativa faz parte do Projeto Estruturante para Integração e Fortalecimento da Rede Catarinense de Robótica Avançada, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), com investimento aproximado de R$ 5 milhões.

“Participar de um projeto dessa amplitude é muito relevante para o SENAI/SC,  pois a robótica avançada é uma área que exige a integração de diferentes competências e conhecimentos. É uma oportunidade de conectar instituições e pesquisadores e aproximar ainda mais o desenvolvimento tecnológico das necessidades da indústria, especialmente em áreas emergentes como a Physical AI, que combina robótica, inteligência artificial e capacidade de interação com o ambiente”, afirma o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira.

A proposta é integrar competências já existentes no Estado e ampliar a conexão entre pesquisadores, empresas e fornecedores de tecnologia. O objetivo é acelerar o desenvolvimento e a aplicação de soluções capazes de responder a desafios industriais, com potencial de gerar ganhos de produtividade, segurança, eficiência e competitividade.

Nesse contexto, ganha espaço a Physical AI (Inteligência Artificial Física), conceito que combina inteligência artificial com robótica, sensores, câmeras e outros sistemas capazes de perceber e interagir com o ambiente, tomar decisões e executar ações em situações reais. O SENAI/SC já desenvolve aplicações nessa área por meio de seus Institutos SENAI de Inovação, incluindo soluções com robôs humanoides, quadrúpedes, drones e outros sistemas autônomos.

A atuação também se apoia na infraestrutura de inovação do SENAI/SC, que conta com duas Unidades Embrapii, em Florianópolis e Joinville, com competências relacionadas a sistemas embarcados, manufatura avançada, tecnologias a laser e aplicações de robótica.

Atlas da Robotização
Uma das entregas do projeto será o Atlas da Robotização, ferramenta que vai mapear fornecedores de tecnologias de robótica e automação e relacioná-los às ocupações e atividades da indústria catarinense com potencial de serem automatizadas ou robotizadas.

O Atlas vai gerar uma base de inteligência para orientar empresas, pesquisadores e instituições na identificação de oportunidades de aplicação da robótica e da Physical AI, além de apoiar a definição de prioridades para desenvolvimento tecnológico, formação profissional e novos projetos de inovação, aproximando tecnologia e demanda industrial.

Federação das Indústrias de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Procon de Balneário Camboriú alerta para golpe que usa o nome do órgão
O Procon de Balneário Camboriú alerta a população para tentativas de golpe por e-mail que usam o nome do órgão para cobrar valores indevidos. Casos assim também foram registrados em outros municípios do Estado.
 
Nesse tipo de golpe, os e-mails trazem um suposto registro de uma reclamação e apresentam informações falsas, como número de protocolo, de processo, valor da reclamação, multa e prazos para resposta. Para pressionar os destinatários, as mensagens trazem expressões como "ação necessária" e ameaçam com processos judiciais.
 
Os criminosos usam domínios que aparentam ser oficiais - como o proconbrasil.gov.br -, mas que não pertencem ao Procon e não têm relação com nenhum canal oficial do órgão.
 
Como identificar
 
O diretor do Procon de Balneário Camboriú, Bruno Costa, aponta que alguns e-mails têm falhas visíveis. "Em certos casos é possível identificar nos e-mails erros grosseiros quanto à apresentação do conteúdo – erros de escrita e na logomarca do Procon, por exemplo –, o que já é um grande sinal de alerta", explica.
 
Entretanto, o cuidado deve ser o mesmo para mensagens que aparentam ser legítimas. "Mesmo quando a mensagem parece verdadeira, a orientação é nunca pagar algo do qual não se tenha certeza absoluta. Na dúvida, procure sempre o Procon, pois estamos aqui para servir ao consumidor", afirma Bruno Costa.
 
O diretor ressalta que o órgão acompanha com frequência esse tipo de ocorrência. "De tempos em tempos surgem tentativas de golpe como essa e o Procon está sempre atento, sempre monitorando, para poder orientar o nosso consumidor para que consiga identificar e se defender de ações criminosas como essa", reforça.
Brasil e EUA voltarão a discutir tarifas em encontro do G20

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, disse nesta segunda-feira (14) que representantes do governo brasileiro vão se reunir com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, durante o encontro do G20, que ocorrerá nos dias 30 de setembro e 1º de outubro na cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos.
Elias falou rapidamente sobre o assunto com a imprensa após um evento no Palácio do Planalto. Ele não adiantou detalhes sobre o que será tratado no encontro, mas se limitou a dizer que estavam trocando documentos e combinando o encontro entre as duas equipes.

Tarifaço
Em julho, o USTR impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil. Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

O USTR justificou a tarifa adicional dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Uma sobretaxa adicional de 12,5% também foi aplicada na sequência sobre mais produtos nacionais, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Após isso, Rosa e Greer se reuniram, em ambiente virtual, no dia 31 de agosto, para iniciar uma nova etapa de renegociação das tarifas.

A retomada das tratativas foi acertada durante telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido em 21 de agosto. A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial.

Os dois líderes abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

Navegantes oferece 512 vagas de emprego nesta semana
Navegantes tem 512 vagas de emprego disponíveis nesta semana, em diferentes áreas e modalidades de contratação. Há oportunidades para trabalho efetivo, estágio, contratos temporários, jornadas de meio período e trabalho remoto.
 
As vagas são intermediadas pelo programa Navega Mais Emprego e pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine), que reúnem oportunidades abertas por empresas do município e facilitam o acesso dos trabalhadores aos processos de seleção.
 
Entre as vagas do Navega Mais Emprego, estão 54 para consultor de vendas, 40 para atendente, 30 para auxiliar de produção e 21 para a área de gestão comercial. Também há 23 oportunidades para trabalho remoto, nove para meio período, seis temporárias e uma para estágio.
 
O Sine de Navegantes oferece outras 100 vagas. Entre os cargos com maior número de oportunidades estão ajudante sanitário, com 20 vagas; pintor, com 14; preparador de pescados, com 12; e cozinheiro, com dez.
 
A diversidade de cargos e formatos de contratação permite que candidatos com diferentes experiências e disponibilidades encontrem oportunidades compatíveis com seu perfil, incluindo quem busca o primeiro emprego, deseja mudar de área ou procura uma jornada diferenciada.
 
Como se candidatar
 
As vagas podem ser consultadas e os cadastros realizados pelo portal do Navega Mais Emprego. Os candidatos também podem buscar atendimento presencial no Sine de Navegantes, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita, na Avenida Prefeito José Juvenal Mafra, 498, no Centro.
 
O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sem intervalo para o almoço.
 
Texto: Vania Voltolini
AeroPark Camboriú prevê investimento de R$ 1 bilhão e nova estrutura para aviação executiva no Sul
O litoral norte catarinense é um dos destinos que mais crescem no Brasil. Balneário Camboriú recebe até 2 milhões de visitantes por temporada - crescimento de 1.337% em relação à população fixa de 139 mil habitantes. A taxa de ocupação hoteleira chegou a 89,6% em fevereiro de 2025, a maior dos últimos cinco anos. E 36,5% dos visitantes já são estrangeiros.
 
Mas toda essa movimentação chega quase exclusivamente por terra. A BR-101 está saturada. O turista de alta renda não tem infraestrutura aérea executiva à altura do destino que escolheu.
Esse gargalo está prestes a ser resolvido.
 
Uma corrida que está apenas começando
 
O litoral norte catarinense desponta como o novo polo da aviação executiva no Sul do Brasil. Dois projetos privados de grande porte avançam simultaneamente na região e o AeroPark Camboriú é o mais ambicioso: R$ 1 bilhão de investimento, aproximadamente 250 hangares corporativos e um complexo multissetorial que vai muito além do aeroporto.
 
"A dificuldade de locomoção para chegar até a região foi o que motivou a ideia. Nosso aeroporto vai contemplar toda a região Sul", afirma Valmir Tartari, diretor presidente do AeroPark.
 
Não é exagero. O Brasil é o segundo maior mercado de aviação executiva do mundo, com mais de 11.239 aeronaves registradas e crescimento de 6,5% nos últimos anos. O mercado latino-americano de jatos executivos deve atingir US$ 1,31 bilhão até 2029. E o Sul do Brasil - apesar de concentrar uma das maiores frotas executivas do país - ainda carece de infraestrutura aeroportuária privada à altura dessa demanda.
 
O projeto
Com área de 2,2 milhões de metros quadrados, o AeroPark Camboriú nasce como um ecossistema completo - não apenas um aeroporto. O complexo prevê aproximadamente 250 lotes para hangares corporativos, de 640m² a 2.880m², distribuídos em três condomínios conectados à mesma pista de 1.400 metros, expansível até 1.600 metros. Operação 24 horas, balizamento noturno e abordagem por instrumento garantem versatilidade para receber aeronaves dos mais diversos tipos e perfis.
 
"Foi feito um complexo multissetorial, não somente a pista executiva, mas um parque de negócios. Os hangares não serão residenciais - a ideia é corporativa", explica Adão Moraes, arquiteto e urbanista do projeto.
 
Ao redor do aeroporto, o projeto prevê setor comercial e empresarial, parque tecnológico, rede hoteleira, condomínios residenciais de luxo e área para um futuro shopping center de 42 mil metros quadrados.
 
Mobilidade que transforma o entorno
A proposta do AeroPark vai além de pousar e decolar. Quem chega ao complexo poderá se deslocar de carro ou helicóptero pela região sem precisar acessar a BR-101 - mobilidade integrada do hangar ao destino.
 
Camboriú reúne atributos estratégicos que poucas cidades brasileiras têm: proximidade com o Porto de Itajaí - um dos mais movimentados do país-, acesso direto à BR-101 e posição central no litoral norte catarinense. O projeto conta com o apoio institucional da Prefeitura de Camboriú, que já recebeu o Memorando de Intenções e trabalha no futuro da região - o que já chamam de Nova Camboriú.
 
Antes mesmo de sair do papel, o AeroPark já movimenta o mercado: a especulação imobiliária na região cresceu. Em entrevista à Jovem Pan News Florianópolis, o diretor comercial Everton Tomasi reforça que este hub logístico não será apenas uma pista para pousos e decolagens. "Vamos ter novos bairros no entorno, novos espaços para galpões logísticos - preciso criar um ecossistema para atender tudo que iremos transformar no local."
 
Tomasi salientou ainda as possibilidades de investimento nos condomínios aeronáuticos. "Pode hoje olhar para o AeroPark Camboriú quem está na operação, quem tem uma aeronave que precisa guardá-la, pode ser o cara que tem uma oficina, ou você pode só comprar um lote para a construção do hangar e alugar, arrendar. Existem várias formas de investimento em um condomínio aeronáutico como o nosso."
As obras de terraplenagem estão previstas para o primeiro semestre de 2027, com operação plena até 2030. O empreendimento é inteiramente privado, liderado pela VexCapital com investidores do Sul do Brasil.
 
Camboriú sempre esteve do outro lado da BR. Agora, está no radar de quem olha para o céu - e de quem quer chegar ao litoral catarinense com a mobilidade que esse destino merece.
Caixa reabre negociação e suspende medidas sobre direitos

A Caixa Econômica Federal respondeu, neste domingo (13), ao ofício encaminhado pela Contraf no sábado (12), e informou a reabertura da mesa de Negociação Coletiva com as entidades representativas dos empregados. O pedido da Confederação era para que o banco retomasse as negociações, mantivesse a ultratividade dos instrumentos coletivos e garantisse a continuidade dos direitos enquanto as tratativas estivessem em andamento.

Na resposta, a Caixa reconheceu a importância da negociação coletiva e afirmou que a manutenção de canais permanentes de diálogo com as entidades representativas é fundamental para a construção de soluções nas relações de trabalho.

Com a reabertura das negociações, a Caixa também comunicou a suspensão das medidas administrativas (previstas na CE VIPES 11183/2026) que haviam sido anunciadas anteriormente. Segundo o banco, a suspensão vale enquanto permanecerem em curso as tratativas com as entidades representativas.

A empresa informou ainda que adotará as providências necessárias junto às Confederações para que seja admitida a prorrogação, de forma precária e excepcional, dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, mantendo as mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026, até a conclusão das negociações.

“A reabertura da mesa é um passo importante, porque garante que possamos voltar a negociar os direitos dos empregados da Caixa, enquanto ficam garantidos os direitos, com a ultratividade. Essa retomada também é resultado da forte mobilização dos empregados, que demonstraram, com a greve, sua disposição de lutar pela manutenção de seus direitos e pressionaram a Caixa a retomar o diálogo. A Contraf-CUT sempre defendeu a negociação coletiva como caminho para construir um acordo que preserve conquistas e avance nas condições de trabalho”, afirma Luiza Hansen, coordenadora da CEE/Caixa.

A reunião ainda não tem data marcada. A Contraf-CUT espera que seja agendada já nesta segunda-feira.

Por: Contraf

Faturamento da indústria cai 2% em julho, aponta CNI

O faturamento da indústria de transformação recuou 2% em julho, na comparação com o mês anterior. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a queda é de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados constam nos Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (10).

O percentual de horas trabalhadas na produção subiu 0,2% frente a junho, enquanto a Utilização de Capacidade Instalada (UCI) variou 0,1 ponto percentual, de 77,3% para 77,4% no mês. Já no acumulado de janeiro a julho, houve baixa de 1% nas horas trabalhadas e de 0,8 ponto percentual no uso do parque fabril, comparado ao mesmo período de 2025.

O cenário geral é de estabilidade. “O destaque nesse mês fica por conta do faturamento: houve uma queda de 2% na comparação com junho. O quadro geral não muda muito em relação  ao mês anterior, até porque a maior parte dos indicadores teve uma variação muito pequena”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Emprego, massa salarial e rendimento médio ficam estáveis
O emprego industrial cresceu 0,2% em julho, na comparação com junho. No acumulado de janeiro a julho, contudo, houve queda de 0,6% frente ao mesmo período de 2025. A massa salarial também avançou 0,2% no mês e acumula alta de 0,6% no ano.

O rendimento médio permaneceu estável em relação a junho, o que resulta num avanço acumulado de 1,2% de janeiro a julho de 2026,comparado ao mesmo período de 2025.

Com esse cenário, o quadro de desaquecimento da atividade industrial permanece. “A elevação da taxa de juros e o endividamento das famílias vêm diminuindo a demanda por bens industriais de uma forma geral e isso acaba se traduzindo em uma redução das horas trabalhadas da produção, do faturamento e da utilização da capacidade instalada, o que se reflete também no emprego, sobretudo nessa comparação com o início de 2025, quando a indústria ainda experimentava um cenário de maior demanda”, explicou Marcelo Azevedo.

ARTIGO: A indústria e as eleições 2026

Onde há indústria, há desenvolvimento — e onde há desenvolvimento, a dignidade se constrói pelo trabalho. É com essa convicção que a FIESC apresenta aos candidatos ao governo do estado uma pauta estratégica focada em impulsionar o setor produtivo e, com ele, acelerar todo o crescimento de Santa Catarina. Trata-se de um movimento decisivo para os próximos anos.

Por isso mesmo, na próxima sexta-feira (18) receberemos os principais postulantes ao governo do estado na sede da FIESC. Uma das questões centrais do nosso encontro é obter um compromisso claro e inegociável: o não aumento da carga tributária estadual. Tratar a gestão fiscal com responsabilidade e manter impostos previsíveis é condição sine qua non para preservar um ambiente de negócios competitivo e atrativo no nosso estado.

O empresariado catarinense sabe que a verdadeira força do crescimento vem de investir no próprio negócio. Estamos continuamente fazendo a nossa parte: ampliando mercados, aprimorando processos e criando empregos. É essa faísca empreendedora que dá início a um ciclo virtuoso. 

Quando um empresário expande sua atuação, ele logo sente a necessidade de qualificar trabalhadores e apoiar talentos. As equipes ganham novas habilidades, as organizações elevam sua produtividade, ousam em inovação e, gradualmente, transformam toda a comunidade ao seu redor.

Para dar sustentação a esse dinamismo, estruturamos a Carta da Indústria de Santa Catarina 2027-2030, que entregamos agora aos futuros gestores. O documento consolida o conhecimento acumulado pelas entidades da FIESC e resulta de um amplo processo de escuta de líderes empresariais de várias regiões, sindicatos industriais, além dos nossos 15 Conselhos Setoriais e Temáticos.

O texto reúne 88 propostas prioritárias divididas em dez áreas. São medidas voltadas a ampliar a produtividade, estimular a inovação, fortalecer a segurança jurídica e melhorar a qualidade de vida da população. Adiar essas ações imporia custos pesados ao futuro catarinense. Mais do que um conjunto de exigências fechadas, o documento é o ponto de partida para um diálogo permanente e aberto para a construção conjunta de soluções para Santa Catarina.

Gilberto Seleme, presidente da FIESC
gabinete@fiesc.com.br

Dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bilhões

O total de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). O valor representa alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho.
Do montante disponível, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podem ser resgatados por aproximadamente 2,19 milhões de empresas.

Os recursos podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), serviço do Banco Central que permite localizar valores deixados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do sistema financeiro.

Maioria recebe pouco
Apesar do volume bilionário disponível, a maior parte dos beneficiários tem valores relativamente baixos para resgatar.

Segundo o Banco Central:

  69,45% têm entre R$ 0,01 e R$ 10;

  18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100;

  9,35% têm entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;

  apenas 2,22% têm mais de R$ 1 mil.

Os valores podem ter diferentes origens, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.

Onde estão
Os bancos concentram a maior parcela dos recursos ainda disponíveis. Administradoras de consórcios e cooperativas aparecem na sequência.

O dinheiro está distribuído da seguinte forma:

  Bancos: R$ 2,38 bilhões;

  Administradoras de consórcio: R$ 1,96 bilhão;

  Cooperativas: R$ 762,7 milhões;

  Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões;

  Financeiras: R$ 114,6 milhões;

  Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões;

  Outras instituições: R$ 4,5 milhões.

Total devolvido
Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares.

Até julho, cerca de R$ 11,9 bilhões haviam sido destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões, a empresas.

Somando os valores já devolvidos ao estoque que continua disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber.

Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.

Remanejamento para Desenrola
Parte dos recursos que estavam disponíveis no sistema foi utilizada pelo governo federal para programas de renegociação de dívidas.

Valores cujos direitos foram repassados à União foram destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), usado para viabilizar garantias em programas como o Desenrola.

A movimentação desses recursos contribuiu para a redução do estoque disponível nos meses anteriores. Em julho, porém, o montante voltou a subir.

Como consultar
A consulta pode ser feita gratuitamente no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Na consulta inicial, o cidadão informa o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e data de nascimento. Empresas devem utilizar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e os dados pedidos pelo sistema.

Caso existam valores disponíveis, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate.

O correntista deve seguir os seguintes procedimentos:
  Acessar o Sistema de Valores a Receber;

  Informar CPF e data de nascimento ou CNPJ;

  Consultar a existência de valores;

  Entrar no sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro;

  Ler e aceitar o termo de responsabilidade;

  Conferir o valor e a instituição responsável pela devolução;

  Pedir o pagamento conforme as opções apresentadas.

Quando disponível a opção Solicitar por aqui, o dinheiro pode ser devolvido por Pix. Para quem não possui Pix ou não pode utilizar essa modalidade, o sistema apresenta a alternativa de contato direto com a instituição financeira.

Resgate automático
Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução de valores a receber. 

A adesão é facultativa. Para utilizar a funcionalidade, é necessário ter uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada, além de uma chave Pix vinculada ao CPF.

Com a função habilitada, os valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada, sem a necessidade de uma nova requisição a cada recurso identificado.

Atenção aos golpes
O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais.

O BC não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou senhas relacionados aos valores a receber. O cidadão também não deve fazer pagamentos para liberar o dinheiro.

Entre as principais recomendações estão:

  não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail;

  não fornecer senhas ou códigos de autenticação;

  não pagar taxas para receber os valores;

  conferir a instituição responsável diretamente no SVR;

  utilizar somente os canais oficiais do Banco Central.

O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas. Nesse caso, o acesso é restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, que precisam cumprir as exigências previstas pelo sistema.

ARTIGO: Não vamos desistir do Brasil

A indústria brasileira clama às autoridades: é preciso bom senso e responsabilidade na condução do Brasil, que vive um momento crucial. Há extrema preocupação com os rumos que o país pode tomar diante dos recentes acontecimentos amplamente divulgados. Tais fatos exigem uma reação institucional vigorosa, de forma justa e responsável. 

A República enfrenta um teste de integridade inédito. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília colocam as instituições em risco. Os recorrentes episódios podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população nos poderes públicos é alicerce da democracia. 

Nesse momento delicado, alertamos às autoridades sobre a necessidade de os próximos passos terem equilíbrio e atenção, pensando sempre no Brasil e no povo brasileiro em primeiro lugar. É preciso que cada decisão leve em conta a importância de o país buscar mais competitividade e produtividade, de preservar e criar mais e melhores empregos, de tornar o Brasil cada vez mais forte. 

A convivência social pacífica depende da atuação diária, imparcial e equilibrada da Justiça. Para lidar com o ineditismo da situação, as discussões devem ser livres, públicas e transparentes, dando ampla oportunidade para os esclarecimentos devidos. O Brasil que queremos construir precisa despertar esperança, inspirar confiança e apontar um caminho para o futuro por meio de bons exemplos. 

Não podemos deixar que questões políticas, eleitorais ou crises institucionais travem o desenvolvimento. Não podemos, mais uma vez, perder as oportunidades de crescimento no cenário internacional. 

Esse é um momento decisivo de inflexão no qual cada movimento é importante para planejarmos e acreditarmos que o Brasil possa ser próspero para os jovens, com oportunidades econômicas e sociais. Precisamos e devemos manter a esperança e a fé de todos os brasileiros e brasileiras. 

Por isso, convocamos todos os poderes constituídos, empresários e trabalhadores pelo consenso em torno de temas estratégicos para o país, como o estabelecimento de metas fiscais e políticas econômicas estruturantes que possam garantir investimentos e crescimento econômico. Isso só se dará de forma justa, com amplo direito à defesa, sem que haja qualquer influência político-partidária. 

Definitivamente, somos todos brasileiros e brasileiras e devemos continuar acreditando que vale a pena. 

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Expansão populacional em polo têxtil de SC abre mercado para R$ 450 milhões em novos lançamentos imobiliários

Conhecida nacionalmente pela forte tradição fabril na área têxtil e por um comércio atacadista e varejista altamente competitivo no setor e um pib per capita acima da média brasileira e do próprio estado, de mais de R$ 78,3 mil por habitante (IBGE), Brusque (SC) recebeu cerca de 14 mil novos moradores em apenas cinco anos, entre 2017 e 2022. O movimento ampliou a demanda por moradia e tem aberto espaço para novos projetos imobiliários. O dado dos novos moradores faz parte de diagnóstico divulgado pela Prefeitura de Brusque. A JH Marketing, agência de comunicação estratégica voltada para o segmento e que iniciou a sua trajetória no ramo do varejo contribuindo para alavancar a marca Havan (nativa de Brusque) para o cenário nacional, quadruplicou a sua operação no setor imobiliário na cidade e tem contratos que superam R$ 450 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em lançamentos previstos até dezembro de 2026.

Para Jordan Hang, fundador do Grupo JH e estrategista de marketing e vendas de renome nacional, o avanço populacional e econômico exige mais precisão na hora de definir  novos produtos. “Brusque cresce com uma base econômica muito forte e continua atraindo novos moradores. Isso cria oportunidades, mas também aumenta a necessidade de entender qual produto lançar, para quem, em que região e em qual faixa de preço. Crescer o número de empreendimentos sem essa leitura pode gerar um descompasso entre oferta e demanda”, afirma.

Nos últimos meses, a operação da JH na cidade registrou incremento de 60% no VGV de empreendimentos sob sua gestão. A empresa atua desde a análise de mercado e definição do produto, o perfil comportamental do alvo e de todos os envolvidos no processo até o posicionamento, a estratégia de lançamento, a divulgação e a estrutura comercial, física e humana dos empreendimentos. A expansão em Brusque acompanha um planejamento voltado a cidades com crescimento demográfico e econômico e que passam a exigir estruturas mais organizadas para absorver novos projetos.
“Hoje, uma operação de lançamento precisa começar muito antes da campanha publicitária. É necessário ouvir, pesquisar, analisar dados, entender o  comprador, quem pode influenciar a compra e estruturar produto, preço e comercialização de forma integrada, bem como, a ação de marketing mais adequada. Não se trata de acompanhar modas, nem de contratar a celebridade “”o momento”,  nem novos aplicativos tecnológicos, trata-se de entender o que, de fato, cabe para cada negócio. Foi esse estudo e o comprometimento que temos com nossos clientes, focados em resultados, que nos levou a ampliar a presença em Brusque e chegar a uma carteira de R$ 450 milhões em lançamentos previstos somente para a cidade até o fim do ano”, completa Jordan.

A dinâmica também aparece em outros municípios do Vale do Itajaí, onde a JH já atrai novos clientes ee monitora o crescimento. Blumenau e Indaial, por exemplo, avançam ao longo do eixo da BR-470, com loteamentos e condomínios que buscam atender a expansão das indústrias e do setor de tecnologia. 

Sobre a JH Marketing 

A JH Marketing é uma empresa brasileira especializada em gestão estratégica de lançamentos imobiliários, com foco em atender construtoras e incorporadoras para aumentar a performance e a valorização da marca. Fundada por Jordan Hang, referência nacional em marketing e vendas, a empresa desenvolve planos personalizados que integram planejamento de alta complexidade, com soluções que envolvem a tecnologia e o humano.  Atuam desde a concepção do produto até o posicionamento no mercado. Reconhecida por sua metodologia e sistemas exclusivos, a JH Marketing transforma empreendimentos em marcas desejadas e rentáveis.

Crédito: Jordan Hang

Construtora do primeiro “edifício-árvore” do Brasil apoia maior feira da construção civil de SC

Novas tecnologias, industrialização, eficiência, sustentabilidade e sistemas construtivos mais avançados estarão entre os principais temas da quinta edição da Feira Construir Aí, que ocorre de 8 a 11 de setembro, no Expocentro, em Balneário Camboriú. O evento deve reunir mais de 230 expositores, receber 35 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 500 milhões em negócios. O Fischer Group, responsável pelo primeiro projeto de “edifício-árvore” do Brasil, está entre as empresas que apoiam institucionalmente a iniciativa por meio do Sinduscon de Balneário Camboriú. O apoio reforça a importância da integração entre os diferentes agentes da cadeia da construção civil para o desenvolvimento do setor.

Para o grupo, iniciativas que aproximam construtoras, projetistas, engenheiros, fornecedores e especialistas contribuem para ampliar a troca de conhecimento em um momento de evolução dos sistemas construtivos e de projetos cada vez mais complexos. A programação da Construir Aí terá, no dia 8 de setembro, a partir das 14h, palestra do botânico e paisagista Ricardo Cardim sobre natureza e sustentabilidade. Cardim também está ligado ao Auris Residenze, do Fischer Group, primeiro projeto de “edifício-árvore” do país, e é responsável pelo paisagismo das garagens e acessos do empreendimento, com seleção de espécies que leva a biofilia também a espaços tradicionalmente funcionais. Em Balneário Camboriú, esse intercâmbio ganha relevância diante de temas como eficiência energética, desempenho das edificações, paisagismo e sustentabilidade. 

“A evolução da construção civil depende da troca entre diferentes áreas e empresas. Engenharia, materiais, eficiência energética, sustentabilidade e sistemas prediais avançam quando existe um ambiente que favorece o conhecimento e integração entre os profissionais do setor. Por isso, consideramos importante apoiar iniciativas que ampliem esse diálogo e apresentem novas soluções para a construção”, afirma Thomas Fischer, diretor de operações (COO) do Fischer Group.

Essa busca por soluções técnicas aparece em projetos do grupo, como o Auris Residenze, primeiro “edifício-árvore” do Brasil. Com 26 apartamentos e mais de 130 metros de altura, o empreendimento assinado pelo escritório italiano Archea Associati foi concebido com arquitetura biofílica, fachada estrutural aparente, sistemas de renovação de ar, reaproveitamento de águas cinzas e pluviais e soluções projetadas para reduzir em até 42% o consumo de ar-condicionado. O projeto segue padrões internacionais das certificações WELL e LEED.

O portfólio do Fischer Group inclui ainda o Terraço Boa Vista, além de novos projetos que devem ser apresentados ao mercado nos próximos meses e que refletem a atuação da empresa no desenvolvimento de empreendimentos residenciais sustentáveis e de alto padrão em Balneário Camboriú. “Nosso objetivo é que cada novo projeto incorpore aprendizados técnicos, soluções mais eficientes e uma leitura cada vez mais atual das transformações da construção civil e das cidades”, conclui Thomas Fischer.

Sobre o Fischer Group
Focado em projetos ousados e visão empreendedora marcada por gerações, a história do Fischer Group tem relação direta com o desenvolvimento da cidade catarinense de Balneário Camboriú, e iniciou na década de 50 com a inauguração do primeiro hotel de luxo da cidade, o Hotel Fischer, um marco para hotelaria local e nacional na época e que recebeu grandes personalidades públicas e celebridades. A marca Fischer seguiu em renovação e, por meio de especializações e estudos intensos no Brasil e no exterior, trouxe na terceira e na quarta geração, a missão de propagar o “novo luxo” diretamente relacionado à qualidade de vida.  Por meio de parcerias com grandes marcas da construção civil, executou empreendimentos diferenciados e de alto padrão como o Terraço Boa Vista e o Fischer Dreams, que está sendo erguido no mesmo local do antigo hotel, além de estar desenvolvendo projetos como o Casa Cubo e o Casa Estaleiro. Auris Residenze entra no mercado como uma “obra-prima da arquitetura viva" e consolida ainda mais o Fischer Group no mercado de empreendimentos ao estilo “boutique”.
https://aurisresidenze.com/ | https://www.fischergroup.com.br/

 

Pacto Verde exige adaptação da indústria para manter acesso ao mercado europeu

As novas regras ambientais da União Europeia (UE) estão transformando sustentabilidade, rastreabilidade e transparência em requisitos para empresas que desejam acessar ou permanecer em cadeias de fornecimento do mercado europeu. Para a indústria catarinense, o movimento exige preparação, especialmente de setores exportadores e de empresas que exportam componentes, matérias-primas e produtos para clientes europeus.

“Para a indústria catarinense, o Pacto Verde Europeu não deve ser visto apenas como uma exigência regulatória, mas como uma nova condição de inserção nas cadeias globais de valor. As empresas precisam estar preparadas para fornecer dados confiáveis sobre seus produtos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Um dos principais instrumentos dessa transformação é o Passaporte Digital do Produto (DPP), previsto pelo Regulamento de Concepção Ecológica para Produtos Sustentáveis (ESPR). A ferramenta funcionará como uma identidade digital do produto, reunindo informações verificáveis sobre aspectos como composição, origem das matérias-primas, impactos ambientais, durabilidade, reparabilidade e possibilidade de reutilização e reciclagem.

Na prática, mesmo empresas que não exportam diretamente para a Europa podem ser demandadas por seus clientes a fornecer informações sobre seus produtos e processos para que eles atendam às exigências europeias.

Setores catarinenses precisam se preparar
As exigências serão implementadas gradualmente e abrangem segmentos com forte presença em Santa Catarina, como têxtil e vestuário, siderurgia, alumínio, móveis e tecnologia, entre outros.

O impacto vai além da adequação ambiental. As empresas precisarão ter capacidade de rastrear informações, organizar dados e comprovar características dos produtos, o que envolve também fornecedores e demais integrantes da cadeia produtiva.

Como se adequar
A preparação deve começar antes da entrada em vigor das exigências para cada setor. Entre as principais medidas estão:

- Mapear a cadeia de fornecedores e a origem das matérias-primas, ampliando a rastreabilidade;
- Estruturar e digitalizar dados sobre produtos, processos e impactos ambientais;
- Medir e reduzir a pegada de carbono, com investimentos em eficiência e descarbonização;
- Adequar produtos aos princípios de economia circular, como durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade;
- Garantir que as informações possam ser comprovadas, evitando declarações de sustentabilidade sem respaldo técnico.

Federação das Indústrias de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação

Indústria de transformação recua e acende alerta para 2026

O desempenho da indústria de transformação no segundo trimestre de 2026 reforça o cenário de perda de espaço da indústria na economia brasileira e acende um alerta para

os próximos meses. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta os juros elevados e o avanço das importações como alguns dos principais fatores por trás do resultado.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação recuou 0,4% no segundo trimestre. Considerando os quatro trimestres encerrados no período, a queda chega a 1,1%. Em 2025, o setor já havia registrado retração de 0,2%.

Para a CNI, o desempenho negativo reflete principalmente o impacto das taxas de juros ainda elevadas, mesmo diante do processo de flexibilização da Selic, e a entrada crescente de produtos importados no mercado brasileiro.

O volume de importações de bens de consumo aumentou 16% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

“Os juros altos desestimularam os investimentos, encareceram o crédito aos consumidores, aumentando o endividamento e a inadimplência das pessoas e, consequentemente, restringiram a demanda por bens industriais. Esse quadro se agrava com a forte entrada das importações, que acabam por capturar grande parte dessa demanda em queda”, avalia Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

Indústria extrativa evita resultado ainda pior


O desempenho negativo não ficou restrito à indústria de transformação. No segundo trimestre, a indústria da construção também recuou 0,4%, enquanto o segmento de eletricidade e gás, água e esgoto registrou queda de 1,1%.

O resultado geral da indústria só não foi negativo devido ao desempenho da indústria extrativa, único segmento a apresentar crescimento no período, com alta de 3,4%. O avanço da atividade extrativa, porém, não foi suficiente para compensar as perdas dos demais segmentos e mudar o cenário de enfraquecimento da indústria de transformação.

Outro ponto de preocupação para a CNI é a perda de competitividade dos produtos nacionais diante do avanço das importações. Segundo o Indicador Ipea de Consumo Aparente, a demanda por bens produzidos no Brasil caiu 1,2% em 12 meses até maio de 2026. No mesmo período, a procura por produtos importados aumentou 2,6%.

O movimento ocorre em um momento de retração do consumo das famílias. De acordo com o IBGE, o consumo das famílias caiu 0,4% no segundo trimestre. Para a CNI, a combinação entre menor demanda e aumento da participação dos produtos estrangeiros amplia a pressão sobre a indústria brasileira.

A retração do consumo também chama atenção porque ocorre apesar do crescimento contínuo da massa de rendimento das famílias. Para a entidade, o comportamento indica que parte da renda disponível está sendo comprometida com outras despesas, especialmente com o pagamento de dívidas.

CNI vê cenário de maior incerteza para o restante do ano


As perspectivas para a indústria de transformação são consideradas preocupantes pela CNI. Além dos juros e da concorrência com produtos importados, a entidade cita medidas que, em sua avaliação, podem ampliar as incertezas para o setor produtivo.

Entre elas estão a redução da jornada de trabalho, a eliminação do Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 e o tabelamento do frete. Diante desse cenário, a CNI avalia que poderá revisar a projeção de crescimento de 0,5% para a indústria de transformação em 2026, estimativa feita no final do ano passado.

A eventual revisão para baixo refletiria a combinação de demanda mais fraca, custos elevados de financiamento, menor competitividade e aumento da participação dos produtos importados no mercado brasileiro.

Na avaliação da CNI, a flexibilização da taxa de juros é uma medida correta, mas ainda insuficiente diante do elevado nível das taxas praticadas no país. A entidade também defende uma agenda estrutural de competitividade como forma de recuperar espaço para a indústria nacional.

Nesse sentido, a redução do chamado Custo Brasil e a criação de condições mais equilibradas de competição com produtos estrangeiros são apontadas como medidas essenciais para fortalecer a produção brasileira.

Para a CNI, a recuperação da indústria depende não apenas de condições financeiras mais favoráveis, mas também de mudanças estruturais capazes de reduzir custos, estimular investimentos e melhorar a capacidade de competição das empresas brasileiras.

O desempenho do segundo trimestre, portanto, reforça o desafio de evitar que a perda de participação da indústria na economia brasileira se aprofunde ao longo de 2026.

Aproveite: Bombinhas reduz temporariamente ITBI para 2%
A Prefeitura de Bombinhas, por meio da Secretaria de Finanças, informa que está vigente a redução temporária da alíquota do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para 2%. O benefício é válido para pagamento em parcela única, conforme os prazos estabelecidos pela legislação municipal.
 
Para aproveitar a alíquota reduzida, o contribuinte deverá requerer a Declaração de Informações do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (DITBI) juntamente com a guia de recolhimento até o dia 19 de novembro de 2026. A partir do lançamento tributário, a guia terá vencimento de até 10 dias, respeitando o prazo máximo definido pela legislação.
 
Dessa forma, o pagamento deverá ser realizado até 23 de novembro de 2026, data limite para a utilização da alíquota de 2%. O não cumprimento dos prazos estabelecidos resulta na perda definitiva do benefício.
 
Se necessário, a guia poderá ser reemitida, desde que a solicitação seja feita antes do pagamento e dentro do prazo do benefício.
 
A alíquota reduzida de 2% é válida até 23 de novembro de 2026. Fique atento aos prazos para garantir o benefício.
 
ATENÇÃO AOS PRAZOS
 
DITBI e guia de recolhimento: até 19 de novembro de 2026
Pagamento do ITBI: até 23 de novembro de 2026
Alíquota reduzida: 2%
Ambiental lança campanha para facilitar consulta à Tarifa de Coleta de Lixo em Itajaí
Ambiental lança campanha “Itajaí bem cuidada dá gosto de ver!”. O objetivo é orientar a população sobre a Tarifa de Coleta de Lixo. Moradores que mudaram de endereço, proprietários de imóveis que estão com novos inquilinos ou pessoas que não receberam a Tarifa de Coleta de Lixo neste ano devem verificar e, se necessário, atualizar os dados cadastrais. O procedimento pode ser realizado pelo site da ambiental, telefone 0800 000 2675 ou Whats App: (47) 99963-5900.
 
Manter o cadastro atualizado é importante para que as informações relacionadas à tarifa cheguem corretamente ao responsável pelo imóvel. Também é possível consultar débitos, emitir a segunda via e buscar orientações sobre a cobrança. O não pagamento dentro do prazo pode gerar juros e deixar débitos vinculados ao imóvel. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato gratuitamente pelo telefone 0800 000 2675.
Arrecadação com imposto do pecado deve chegar a R$ 41,9 bi em 2027

Criado pela reforma tributária, o Imposto Seletivo (IS), apelidado como "imposto do pecado", deverá arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027. A previsão foi incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
O tributo será aplicado a produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Entre eles estão cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, alguns tipos de veículos, além da extração de bens minerais, loterias, apostas e jogos de fantasy sports.

A cobrança começa em 2027, mas a regulamentação do imposto ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. O governo ainda não enviou a proposta específica que definirá as regras de funcionamento do tributo.

Produtos taxados
A lista prevista para o Imposto Seletivo inclui:

    Cigarros e outros produtos de tabaco;

    Bebidas alcoólicas;

    Refrigerantes e outras bebidas açucaradas;

    Veículos, conforme características e nível de emissão de poluentes;

    Extração de bens minerais;

    Loterias e apostas;

    Bets e fantasy sports.

Segundo o Ministério da Fazenda, a estratégia inicial é preservar, durante o período de transição, uma carga tributária semelhante à atualmente aplicada aos produtos. Em uma etapa posterior, as alíquotas poderão ser elevadas pelo chamado efeito regulatório, com o objetivo de desestimular o consumo de produtos considerados nocivos.

Em entrevista coletiva para explicar o PLOA de 2027, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a estimativa de arrecadação busca preservar a carga atual incidente sobre setores que são tributados pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No caso das apostas, a tributação será uma novidade, porque as chamadas bets não estão sujeitas ao IPI. Segundo Durigan, o governo pretende evitar uma alíquota tão baixa que seja irrelevante ou tão alta que estimule a migração das plataformas para a ilegalidade.

Impacto na saúde
O governo utiliza também argumentos relacionados aos custos provocados pelo consumo desses produtos para justificar a tributação.

Segundo o Ministério da Saúde, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estimou que o consumo de álcool gerou, em 2019, R$ 18,8 bilhões em custos. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a despesas federais diretas com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS.

No caso do tabagismo, as doenças relacionadas ao consumo de cigarros geram R$ 153,5 bilhões em custos anuais, segundo estimativa do Ministério da Saúde. O valor inclui despesas diretas e perdas de produtividade.

Os números apresentados pelo Ministério da Saúde mostram ainda que:

    R$ 86,3 bilhões são custos indiretos associados ao tabagismo;

    R$ 8 bilhões são arrecadados anualmente em tributos federais sobre cigarros;

    R$ 3 bilhões são os custos estimados ao SUS com doenças relacionadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes.

Reforma tributária
O Imposto Seletivo integra o novo sistema de tributação sobre o consumo aprovado pelo Congresso em 2023 e regulamentado posteriormente. A implementação ocorrerá de forma gradual, com transição prevista até 2033.

A partir de 2027, o IS passará a coexistir com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No Orçamento de 2027, o governo estima R$ 636 bilhões de arrecadação com a CBS. Somados aos R$ 41,9 bilhões previstos para o Imposto Seletivo, os dois novos tributos devem gerar R$ 677,9 bilhões no próximo ano.

A previsão de receitas com os novos tributos é considerada importante para o equilíbrio das contas públicas durante a transição para o novo modelo tributário.

Críticas do setor
Produtores dos segmentos atingidos pelo Imposto Seletivo alegam que cigarros, bebidas alcoólicas e outros produtos têm elevada carga tributária no Brasil.

Representantes do setor avaliam que aumentos adicionais podem reduzir margens de lucro e provocar repasses aos preços. Também apontam riscos de demissões e crescimento do mercado ilegal caso a tributação seja considerada excessiva.

O governo, por outro lado, sustenta que o Imposto Seletivo terá não apenas função arrecadatória, mas também regulatória, justamente para reduzir o consumo de produtos com impactos negativos sobre a saúde e o meio ambiente.

Nova regra do Pix amplia prazo para contestar golpe

Uma nova regra do Pix amplia, a partir desta terça-feira (1º), de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução realizada pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) quando houver suspeita de fraude. A mudança foi estabelecida pelo Banco Central e busca proteger principalmente comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios vítimas de golpes que usam o próprio sistema de segurança do Pix.
O novo prazo vale para quem recebeu um Pix de forma legítima, mas teve o dinheiro devolvido posteriormente por causa de uma contestação considerada fraudulenta. A contagem começa na data da devolução feita pelo MED.

O prazo para quem enviou um Pix e foi vítima de fraude continua sendo de 80 dias, contados a partir da transação original.

Dois prazos
Com a mudança, há duas situações distintas em que o prazo é de 80 dias:

    Vítima que enviou o Pix: tem até 80 dias a partir da transferência para pedir o MED;

    Recebedor que sofreu devolução indevida: tem até 80 dias a partir da devolução para contestá-la.

A alteração está prevista na Instrução Normativa BCB 766, que atualizou o Manual Operacional do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), integrante das regras do Pix.

Golpe contra lojistas
A mudança mira uma fraude que explora o mecanismo de proteção do Pix.

O golpista pode fazer um pagamento para uma loja ou prestador de serviço e, depois, alegar que transferiu o dinheiro por engano. Ele pede que o comerciante devolva o valor por uma nova transferência, muitas vezes para uma chave diferente.

Depois, o criminoso aciona o MED no próprio banco e afirma que o pagamento original foi resultado de fraude. Se a contestação for aceita e houver saldo disponível, o valor pode ser devolvido pelo banco.

Nesse cenário, o comerciante pode acabar perdendo dinheiro duas vezes: primeiro ao fazer uma nova transferência e depois com a devolução do Pix original.

Por isso, a recomendação é utilizar a função de devolução vinculada à própria transação no aplicativo do banco, em vez de fazer um novo Pix para uma chave informada pela outra pessoa.

Como funciona
O MED foi criado para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude, golpe, crime ou falha operacional. O mecanismo, porém, não serve para cancelar qualquer Pix.

Não estão incluídos casos como:

    arrependimento de uma compra;

    erro de valor cometido pelo próprio usuário;

    erro na escolha da chave Pix;

    simples desacordo comercial sem indício de fraude.

Ao identificar uma fraude, o usuário deve procurar o banco e solicitar a abertura do MED. As instituições analisam o caso e, no fluxo de fraude, têm até sete dias para verificar se há indícios de irregularidade.

Se a fraude for confirmada, a devolução depende da existência de recursos disponíveis nas contas envolvidas e pode ser total ou parcial.

MED 2.0
A ampliação do prazo ocorre em meio à implantação do chamado MED 2.0, versão mais robusta do mecanismo de devolução.

Desde fevereiro de 2026, o sistema permite rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro depois que ele é transferido para outras contas. Antes, a recuperação ficava mais concentrada na conta que havia recebido originalmente os recursos.

O novo modelo pode aumentar as chances de bloqueio e recuperação mesmo quando o dinheiro é movimentado entre diferentes contas. A devolução, entretanto, não é garantida: se os recursos já tiverem sido sacados, transferidos novamente ou não houver saldo disponível, a recuperação pode ser prejudicada.

Uma etapa adicional de comunicação entre as instituições, inicialmente prevista para agosto, foi adiada para 26 de outubro. Segundo o Banco Central, a alteração não muda o funcionamento do rastreamento já disponível.

Se cair no golpe
Quem perceber que foi vítima de fraude deve procurar o banco o mais rápido possível, mesmo que ainda esteja dentro do prazo de 80 dias. A rapidez aumenta a possibilidade de encontrar recursos disponíveis para bloqueio.

Também é importante guardar:

    comprovante da transferência;

    conversas e mensagens;

    anúncios ou documentos relacionados à negociação;

    dados da conta que recebeu o dinheiro;

    outros registros que possam comprovar a fraude.

Dependendo do caso, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.

Quais são os benefícios do uso do gás natural em indústrias?

O gás natural pode contribuir para diferentes etapas da operação industrial, desde o fornecimento de energia para processos térmicos até a gestão de espaços, logística e manutenção. Distribuído por meio de uma rede canalizada, é fornecido de forma contínua, sem a necessidade de armazenamento de combustível no local de consumo.

Uma das principais características do gás natural é a possibilidade de fornecimento contínuo. Diferentemente de combustíveis que precisam ser transportados e armazenados na indústria, o gás natural chega diretamente aos equipamentos por meio das tubulações que compõem a rede de distribuição, permitindo abastecimento contínuo durante a operação. O modelo também elimina a necessidade de controlar estoques e programar entregas de combustível.

A distribuição canalizada contribui ainda para a segurança e a praticidade da operação. Com a redução da necessidade de tanques, centrais de gás e áreas destinadas ao armazenamento de combustíveis, o espaço fabril pode ser utilizado para outras finalidades. A ausência de operações frequentes de abastecimento também reduz a circulação de veículos dentro e no entorno das unidades industriais.

Eficiência e controle nos processos

A composição do gás natural permite regulagens mais estáveis nos queimadores, facilitando o controle da combustão e a automação dos processos. O combustível apresenta alto rendimento térmico e permite alcançar curvas de temperatura com rapidez e estabilidade, características relevantes para atividades industriais que dependem de controle preciso da temperatura.

A combustão também pode contribuir para a redução da necessidade de manutenção dos equipamentos e para a diminuição do tempo de parada das máquinas. Como o fornecimento é contínuo, a operação não depende de entregas periódicas de combustível, o que favorece a continuidade dos processos produtivos.

Em segmentos como cerâmica, vidro, metalomecânica e alimentos, o controle das condições de combustão pode contribuir para a padronização do processo e para a qualidade do produto final. Por apresentar uma combustão mais limpa e praticamente não gerar cinzas ou resíduos sólidos, o gás natural também pode contribuir para reduzir depósitos e incrustações nos equipamentos, diminuindo determinadas necessidades de limpeza e manutenção.

Mais espaço e menos logística

Outro benefício está relacionado à logística. Como o gás natural é transportado por uma rede subterrânea, a indústria não precisa manter áreas destinadas ao armazenamento de combustíveis, como lenha, GLP, óleo combustível ou outros. Também são reduzidas as operações relacionadas ao recebimento e reabastecimento desses produtos.

A liberação de áreas antes ocupadas por tanques e estoques pode permitir uma utilização mais eficiente do espaço fabril. Ao mesmo tempo, a redução do transporte rodoviário de combustíveis reduz a circulação de veículos associados ao abastecimento dentro e no entorno das unidades industriais.

Segurança e meio ambiente

O fornecimento canalizado reduz a necessidade de armazenamento de grandes volumes de combustível na indústria. Assim, como o gás natural é mais leve que o ar e, em ambientes adequadamente ventilados, tende a se dispersar em caso de vazamento. Como qualquer combustível, seu uso exige instalações projetadas, equipamentos adequados e procedimentos de segurança.

Do ponto de vista ambiental, a combustão do gás natural apresenta menores emissões de material particulado, óxidos de enxofre e outros poluentes atmosféricos em comparação com combustíveis mais intensivos em impurezas, como alguns combustíveis sólidos e líquidos. O gás natural também apresenta menor intensidade de emissões de CO2 por unidade de energia em comparação com demais combustíveis intensivos em carbono.

Um modelo de fornecimento contínuo

Além dos aspectos operacionais, o modelo de fornecimento permite maior previsibilidade na gestão energética da indústria, em que a indústria paga pelo volume efetivamente consumido, sem a necessidade de manter estoques de combustível. Em Santa Catarina, a distribuição é realizada pela SCGÁS por meio de uma rede canalizada, com atendimento aos clientes e suporte operacional. Assim, facilita o acompanhamento do consumo e o planejamento energético da unidade, permitindo que a indústria concentre seus esforços em sua atividade principal e reduza a complexidade associada à gestão de combustíveis.

Com fornecimento contínuo, controle dos processos térmicos, menor necessidade de armazenamento, redução de operações logísticas e maior previsibilidade operacional, o gás natural é uma alternativa para indústrias que buscam maior eficiência, estabilidade e praticidade na gestão energética.

Editora Bittencourt